Governação eletrónica tem um papel fundamental na aceleração da economia e questões ambientais – Engenheiro

Cidade da Praia, 08 Abr (Inforpress) – O engenheiro Jorge Lopes afirmou hoje que a governação eletrónica tem um papel fundamental na aceleração da economia e nas questões sociais e ambientais, realçando que Cabo Verde deve ser suficientemente inteligente para maximizar o uso dessa ferramenta.

Jorge Lopes fez estas declarações em entrevista à Inforpress, à margem da cerimónia de apresentação do seu livro intitulado “Governação Eletrónica e Desenvolvimento Sustentável”, reforçando que para que o arquipélago alcance os objectivos delineados, tem que saber tirar proveito dos benefícios da governação eletrónica.

“A governação electrónica é uma das principais alavancas para a promoção do desenvolvimento sustentável, é um driver fundamental da governação, pois utiliza-se a expressão menos Governo e mais Governação”, disse, defendendo a utilização desses instrumentos visando tornar a administração pública mais eficiente e enquadrada na era das novas tecnologias.

O livro, conforme explicou, é uma compilação do conteúdo de uma conferencia sobre a governação electrónica, que foi realizada no ano passado pela Fundação José Maria Neves, está estruturado em quatro capítulos e é uma obra voltada para as grandes inovações do seculo XXI.

“O livro traz a abordagem quase que global e universal nesta matéria, faz uma profunda correlação entre a governação eletrónica e o desenvolvimento sustentável. Não retrata necessariamente a experiência de Cabo Verde, mas permite que se possa retratar o percurso feito por Cabo Verde a nível universal e global”, elucidou.

No entender do autor, o conceito “Governo como um todo” é muito importante, isto porque, argumentou, ajuda a perceber o valor da integração e da governança colaborativa e, sobretudo, apresenta os modelos institucionais mais recomendáveis para a estruturação da governação eletrónica.

Por seu turno, o apresentador da obra, Hélio Varela, considerou que é primeiro livro cientifico feito por um cabo-verdiano que aborda o tema da governança eletrónica, ressalvando, por outro lado, que o mesmo levanta questões sobre qual o melhor modelo para Cabo Verde.

“A tendência global é que os governos são burocráticos e que trabalham mal e que precisam se adaptar e acredito que o governo tem que repensar a sua organização, o seu modelo para responder às espectativas do cidadão que está cada vez mais evoluído”, afirmou, afiançando que as novas tecnologias podem transformar radicalmente a abordagem do governo na sua relação com o cidadão.

Apontou, entretanto, o aspecto politico como maior desafio no que se refere à boa implementação da governação eletrónica, defendendo, neste sentido, que é importante que haja “quase acordos” entre os partidos políticos, de forma a evitar que haja “alterações na visão da governação” e para que as tecnologias entrem e desenvolvam todo o sector privado e público.

O evento foi promovido pela Fundação José Maria Neves e enquadra-se na celebração do 2º aniversário da referida instituição.

CM/JMV

Inforpress/Fim

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