Governação: Associações protectoras de crianças reconhecem fortalecimento de políticas públicas e mais abertura no diálogo

 

Cidade da Praia, 22 Abr (Inforpress) – As associações que lidam com as crianças cabo-verdianas, defendendo e lutando para o seu bem-estar e pela salvaguarda dos seus direitos, manifestaram-se hoje “satisfeitas” com as acções que o Governo concretizou visando o fortalecimento de políticas públicas viradas para as crianças e adolescentes.

Assim reagiram hoje as associações em apreço, ao serem instadas pela Inforpress a “avaliar” o primeiro ano de governação do novo Governo, incidindo, particularmente, no relacionamento que mantém com o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), seu interlocutor directo nesta área.

Segundo a presidente da Associação das Crianças Desfavorecidas (ACRIDES), Lourença Tavares, “apesar dos pesares é preciso dar tempo ao tempo antes de se avançar com qualquer crítica”.

“Notamos que há abertura por parte do ICCA para uma maior parceria com as associações, visando a elaboração de um plano único de trabalho, visitas para se inteirar da situação das instituições, assim como o trabalho à volta da violência sexual contra menores”, disse.

Conforme indicou, neste domínio tem havido uma maior ligação entre os técnicos do ICCA e os da associação com incidência na troca de experiência quanto aos cuidados e o trabalho a se realizar em prol das crianças, da família e do adolescente, “para que tenham mais chances de conseguir um desenvolvimento saudável”.

Lourença Tavares, sublinhou a esse propósito, que “havendo abertura para o fortalecimento dos parceiros não pode deixar de haver esperanças em dias melhores”.

Por isso, a presidente da ACRIDES disse à Inforpress que neste primeiro ano de governação do novo Governo “aplaude” uma série de medidas de políticas que foram anunciadas e aprovadas, “enquanto aguarda com expectativa o anúncio do Dia Nacional contra Abuso e Exploração Sexual”.

Por seu turno, Teresa Mascarenhas, do ACRINHAR (Associação das famílias e amigos das crianças com paralisia cerebral), indicou que o diálogo com o ICCA é hoje diferente e muito mais aberto.

“A mudança é tanta, que se nota nessa abertura uma vontade de trabalhar com e pelas associações, num modelo de parceria em que somos encarregados de fazer as actividades, caso quisermos, sem haver sobreposição de acontecimentos”, afirma.

Segundo disse, em outros momentos essa parceria não foi tão “clara” como na actualidade.

Posto isso, fez questão de referir sobre atitudes positivas registadas e que têm que ver com os cuidados de saúde, educação e pensão social para famílias que integram no seu seio pessoas com deficiência.

Lembrou que o Governo apresentou nesse lapso de tempo, o Plano Nacional de Combate à Violência e Abuso Sexual contra Crianças e Adolescentes com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância e prometeu a implementação, em 2018, o pacote de “Benefícios Sociais para Pessoas com Deficiência” que inclui acesso a educação, a saúde e a habitação social e maior inclusão no sector da educação e da saúde.

PC/FP

Inforpress/Fim

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos