Gilson Alves promete impugnar candidaturas aceites com assinatura de José Augusto Fernandes

Cidade da Praia, 02 Mar (Inforpress) – O presidente do Partido do Trabalho e Solidariedade (PTS), Gilson Alves, eleito no congresso de Abril de 2018, prometeu hoje impugnar qualquer candidatura aceite pelo tribunal com apoio de assinatura de José Augusto Fernandes enquanto líder do PTS.

“Serão accionados os devidos caminhos legais para impugnar qualquer suposta ‘candidatura’ que vier a ser aceite pelos tribunais de comarca dos círculos onde eles forem apresentados apoiados por uma assinatura do sr. José Augusto Fernandes”, refere um comunicado enviado à Inforpress.

A reacção de Gilson Alves surgiu depois de José Augusto Fernandes ter afirmado que ainda é o legitimo presidente do PTS, já que Gilson Alves foi eleito num congresso ilegal.   

Através de comunicado o político adiantou que José Augusto Fernandes, à luz dos estatutos do partido, perdeu o mandato em 2017 e que depois de ter sido convidado e criadas todas as condições para a sua participação no congresso de Abril de 2018 ele não compareceu, tendo sido expulso do partido após declarações ofensivas para o PTS proferidas nos jornais.

“Este senhor pede que se consulte o Tribunal Constitucional para se confirmar se ele é ainda líder. O que se deve consultar são os estatutos do partido, na altura da sua liderança, onde está definida que a duração de mandato dos órgãos do partido é de dois anos”, sustentou, indicando, entretanto, que com alteração dos estatutos o período foi alargado para quatro anos.

“Se o mandato era de dois anos, é evidente que ele deixou de ser líder do partido dois anos depois, em 2017, e os militantes e filiados do partido, em especial os seus fundadores, que são filiados automaticamente por lei, como o Sr. João do Rosário, não devem esperar que o ex-presidente dê autorização para o que quer que seja”, acrescentou.

Por isso mesmo afirma que tudo que se decidir no “suposto congresso” convocado por José Augusto Fernandes para esta quarta-feira, 03, será invalido, já que a autorização que o ex-militante deu ao artista Romeu di Lurdis para organizar e reactivar o partido para as eleições legislativas é inválida.

A polémica à volta da liderança do PTS despoletou-se depois do artista Romeu di Lurdis ter anunciado que vai ser cabeça-de-lista do partido nas eleições legislativas de 18 de Abril para o círculo eleitoral de Santiago Sul.

O presidente eleito no congresso de Abril de 2018, Gilson Alves, disse que o PTS não reconhece a candidatura do artista e garantiu que a declaração de Romeu di Lurdes “não tem qualquer validade” e que “não fala e nunca falará em nome do PTS, não é militante do partido e não ocupa qualquer cargo dentro do partido”.

MJB/HF

Inforpress/fim

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