Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Ministro diz que “não é com um clique” que se vai resolver o embargo dos produtos agrícolas de Santo Antão

Ribeira Grande, 23 Jul (Inforpress) – O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, disse hoje, na Ribeira Grande, que “não é com um clique” que vão resolver o embargo dos produtos agrícolas de Santo Antão devido à praga dos mil pés.

Em declarações à Inforpress no final da sua visita à ilha de Santo Antão, na companhia do primeiro-ministro, Gilberto Silva assegurou que o Governo vai ultrapassar esta questão e a solução já está a caminho.

“O Governo vem actuando conjuntamente com outras autoridades em várias frentes. Em relação à praga dos mil pés já temos um projecto sobre a mesa e muito proximamente vamos assinar um acordo conjunto entre a FAO e a China, no âmbito da cooperação Sul-Sul, em que técnicos especialistas neste domínio vão ajudar Cabo Verde a continuar a desenvolver técnicas para dar combate aos mil pés”, explicou.

O ministro da Agricultura e Ambiente assegurou que o Governo já está a trabalhar em várias frentes para a resolução deste problema.

“Na questão fitossanitária o Governo, a nível nacional, mas com foco em Santo Antão, vem incentivando a transformação de produtos, portanto, se um produto não chegar fresco à Praia ou a outro ponto do País, pode chegar transformado e há total isenção fiscal para aqueles que querem dedicar-se à transformação”, pontuou Gilberto Silva.

O ministro asseverou também que o Governo tem trabalhado na estruturação dos transportes marítimos para que possam assegurar melhores condições de resposta à demanda do mercado sobretudo o turístico.

“Temos toda uma logística no campo para que os produtos possam sair e chegar em boas condições ao mercado consumidor”, garantiu Gilberto Silva, que adiantou que o seu ministério está a trabalhar com o IGTI para a certificação dos produtos agrícolas que vão sair de Santo Antão e de outras ilhas para que haja uma melhor valorização desses produtos no mercado e dentro das respectivas cadeias de valor”, frisou Gilberto Silva.

O governante acredita que todas estas frentes são “resultados concretos que vão produzir o resultado que se deseja, que é a boa distribuição e valorização dos produtos agrícolas”.

“Temos que trabalhar de forma concertada com as frentes, sendo certo que as condições que ditaram o embargo ainda não foram alteradas e temos a obrigação de proteger toda agricultura cabo-verdiana, daí a necessidade de termos esses instrumentos como o embargo”, finalizou o governante.

Por sua vez o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Orlando Delgado, enfatizou que os agricultores de Santo Antão são “penalizados”.

“Os camponeses de Santo Antão são penalizados pelo embargo imposto à circulação dos produtos uma vez que o mercado restringe-se a São Vicente e não podem concorrer em pé de igualdade com a produção que é feita a nível das outras ilhas”, mostrou o autarca ribeira-grandense.

Orlando Delgado acrescentou que “já se falou muito, já se fez o centro que não funcionou e nem serviu para os objectivos da ilha” e continuam a trabalhar conjuntamente com o Governo para que se possa “encontrar uma solução duradoura para que os produtos possam chegar ao todo nacional e para que o agricultor de Santo Antão possa concorrer em pé de igualdade com qualquer agricultor a nível de Cabo Verde”.

“Chegamos a um momento em que o agricultor é obrigado a vender o seu produto ao desbarato porque o mercado de São Vicente é disputado pelos produtores de todas as ilhas agrícolas, nomeadamente, de Santo Antão, de Santiago e de São Nicolau”, disse Orlando Delgado, que lamenta o facto de os produtos agrícolas de Santo Antão não poderem chegar às ilhas turísticas como Sal e Boa Vista.

“Entendemos que temos que salvaguardar o problema das pragas, mas há outros tipos de pragas a nível do País, por isso Santo Antão precisa continuar a debater com o Governo para que a agricultura possa ser uma forma de actividade produtiva para que possa gerar mais emprego a nível da ilha”, concluiu Orlando Delgado.

LFS/HF//CP

Inforpress/ Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos