Ganhos alcançados por Cabo Verde em questões do género mostram que se pode conseguir “muito mais” – Responsável

Cidade da Praia, 13 Nov (Inforpress) – A directora do Centro de Investigação e Formação em Género e Família (CIGEF) da Uni-CV, Clementina Furtado, disse hoje na Praia que ganhos alcançados por Cabo Verde em questões do género mostram que o país pode conseguir “muito mais”.

Clementina Furtado fez estas declarações aos jornalistas à margem de um Colóquio Internacional em Género, Migrações, Democracia e Desenvolvimento Local Sustentável, que acontece durante hoje e quarta-feira no auditório da Reitoria da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), na cidade da Praia.

Clementina Furtado referiu que avalia a questão da igualdade do género em Cabo Verde comparando-a com o quadro internacional. “O que eu percebo é que, às vezes, ficamos meio desanimados porque não estamos lá muito bem, mas quando eu comparo com o quadro internacional eu percebo que estamos dando passos”, completou.

Para aquela responsável, está-se, sobretudo, perante uma questão de mentalidade e sensibilidade para que o país possa avançar mais e, sobretudo, lembrar que quando se está a falar da questão do género não se está a discorrer apenas à briga homem e mulher, mas sim dos Direitos Humanos.

Todo este trabalho a ser, defendeu, é algo que é gradual e um cuidado que se deve ter, “mas não tentar impor”.

“Ir com calma porque os ganhos que já conseguimos mostra que nós podemos conseguir muito mais”, disse a mesma fonte, para quem haverá sempre desafios. Aliás, disse que quando mais se sobe nos ganhos, maiores serão os desafios.

O colóquio acima citado realiza-se, segundo Clementina Furtado, em comemoração do décimo aniversário do CIGEF e está, também, enquadrado na comemoração do 12º aniversário da Uni-CV.

“É uma forma de nós reflectirmos o que é que tem sido o CIGEF nos últimos dez anos, os desafios e aquilo que nós podemos fazer daqui para frente”, disse Clementina Furtado, dando conta que o CIGEF é um centro que, “dentro das suas limitações, tem tentado responder às três dimensões que lhe são atribuídas que são a extensão, a investigação e a formação”.

Entre os trabalhos desenvolvidos pelo centro, Clementina Furtado destacou o “último trabalho que desembocou no Sistema Nacional de Cuidados, que já vem de longa data, com base no estudo sobre o trabalho não remunerado realizado pelo INE em parceria como o ICIEG”.

“Estivemos lá como parceiros, com base nos resultados nós conseguimos, também através desta parceria, propor algumas ideias que neste momento estão a ser absorvidas para a promoção de igualdade de género e justiça social”, disse.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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