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Futuros projectos do BAD têm que ter impacto na melhoria das condições de vida das populações – ministro Finanças

 

Cidade da Praia, 12 Jun (Inforpress) – O ministro das Finanças, Olavo Correia disse hoje que os futuros projectos de Cabo Verde que poderão vir a ser financiados pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) têm de ter impacto na melhoria das condições de vida das populações.

“No futuro vamos apostar em projectos que possam impactar em termos de criação de emprego para os jovens e as mulheres, de rendimento das famílias”, sublinhou o ministro na cerimónia de abertura do ateliê de avaliação a meio percurso do BAD em Cabo Verde.

Uma outra prioridade apontada pelo ministro das Finanças tem a ver com o empoderamento do sector privado.

O Governo está a trabalhar na criação de mecanismos de financiamento para o sector privado, das linhas de crédito, do sistema de garantia parcial e outras formas de financiamento que o BAD poderá ajudar a trazer para Cabo Verde, informou o ministro.

“Estamos a trabalhar para que o sector privado possa ter as condições para assumir o papel em matéria de produção, da geração de emprego e de aumento de rendimento da economia cabo-verdiana”, salientou Olavo Correia.

Neste momento o Governo está a reavaliar a carteira com o BAD visando definir os novos projectos que têm de ser incluídos no “pipeline”, nomeadamente o porto da ilha do Maio reajustado, a segunda fase do porto da Palmeira, na ilha do Sal e o Parque Tecnológico na Cidade da Praia, disse o ministro.

“Com esta avaliação vamos poder rapidamente aumentar de forma significativa o nível de desembolso dos vários projectos do BAD”, frisou Olavo Correia, aos jornalistas.

Segundo avançou, neste momento o Governo está a ultimar “um projecto de grande impacto, o Aeroporto Internacional da Cidade da Praia, para além de outros projectos em curso e que já foram concluídos, nomeadamente a distribuição da energia eléctrica nas várias ilhas do país, o da Caboéolica que contou com o apoio do BAD.

O ministro disse também que tendo em conta que o país estava confrontado com o problema de endividamento público, “vários projectos importantes” para o país, nomeadamente o porto de águas profundas em São Vicente, não foram encaixados dentro daquilo que era o limite a ser respeitado por parte de Cabo Verde em matéria de endividamento.

Relativamente ao investimento, o ministro confirmou que neste momento está-se a reavaliar toda a carteira, mas avisou que “os futuros projectos não terão que ver com o betão”.

Olavo Correia disse que Cabo Verde tem um plafound que pode atingir os 25 milhões de Euros ano, mas garantiu que os projectos que vão ser incluídos dentro deste pacote têm que ser “muito selectivos e criteriosos” em matéria de investimento.

 

“Estudos têm que ser feitos e os projectos têm que ser discutidos com a sociedade, no Parlamento por forma que cada decisão seja melhor possível para não comprometer a geração futura”, frisou.

O governo está a trabalhar para aproveitar o envelope que existe, mas dentro de “um quadro racional, selectivo e de enorme responsabilização” em relação aos compromissos futuros que uma dívida irá gerar para a economia e sociedade cabo-verdiana.

“Não temos muitos espaços para o novo endividamento. Qualquer novo endividamento tem que ser feito numa base de racionalidade de critério, tendo como objectivo essencial impactar na vida das pessoas, aumentar o emprego e rendimento para as famílias em todo o país”, salientou.

A diretora-geral Adjunta do BAD, Marie Laurre Akin- Olugbade, realçou, por sua vez, a importância do ateliê e disse que esta jornada de trabalho tem por missão passar em revista todos os projectos financiados pelo BAD, ora em curso em Cabo Verde.

Durante o ateliê vão ser avaliados vários projectos, nomeadamente o do Aeroporto Internacional da Praia e outros ligados à energia, os transportes, às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), entre outros, informou Marie Laurre Akin- Olugbade.

Ainda no quadro deste ateliê vai ser promovida uma acção de formação sobre procedimentos de Aprovisionamento e Desembolso do BAD.

JL/FP

Inforpress/Fim

 

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