Futuro do PAICV passa pelo contributo de todos, em ambiente de “liberdade de dissenso e de tolerância” – José Maria Neves

 

Cidade da Praia, 10 Jul (Inforpress) – O antigo líder do PAICV diz que o futuro deste partido passa pelo contributo de todos, num ambiente de “liberdade de dissenso e de tolerância”, de respeito pelas minorias, pela diferença e pela liberdade de expressão.

José Maria Neves, que deixou a liderança do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) em 2014, assumiu esta posição na sua página do Facebook, em jeito de resposta ao artigo “A destruição do PAICV e a democracia cabo-verdiana”, assinado por Domingos Cardoso, colunista do jornal online Santiago Magazine.

O ex-primeiro-ministro, que governou Cabo Verde durante 15 anos, reconheceu que o PAICV saiu “institucional e politicamente muito fragilizado” das eleições presidenciais de 2011 e que ele e os seus pares tinham perdido o “encanto que galvanizara o país, desde 2001”.

“E eu saí dessas eleições, tenho a consciência disso, muito desgastado e dilacerado por dentro. Todos erramos, uns mais do que outros, somos humanos, mas assumo a responsabilidade política principal, já que era o líder do Partido”, escreveu José Maria Neves.

Lembra que Aristides Lima, então candidato presidencial independente em 2011, apoiado por figuras de proa do PAICV, como Felisberto Vieira, Júlio Correia, Sidónio Monteiro, Arnaldo Andrade, Nuno Duarte, Fernando Moeda, são seus “camaradas, desde há muito tempo” e nutre por eles “respeito e amizade”, apesar das suas diferenças.

“Fizemos juntos a oposição democrática, nos difíceis anos 90, ganhamos juntos as eleições, em 2001, e protagonizamos juntos o processo de transformação de Cabo Verde. Uns no Governo, outros no Partido, no Parlamento ou nas Autarquias Locais”, escreveu Neves no seu post.

Após as eleições de 2011, prossegue o antigo líder do PAICV, “pensando no partido, muito dividido e fragilizado, e no país, propus a todos que enterrássemos o machado de guerra e empreendêssemos o caminho sincero da reconciliação interna, respeitando as nossas diferenças e a liberdade de dissenso que deve existir num partido político democrático”.

“Tínhamos a responsabilidade de garantir a estabilidade governativa e a coesão do partido e do grupo parlamentar era essencial”, conclui José Maria Neves.

LC/FP

Inforpress/Fim

 

 

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