Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Futuro de Cabo Verde passa pela capacidade de se dispensar cuidados de saúde às pessoas com deficiência – Jorge Santos

Cidade da Praia, 29 Out (Inforpress) – O presidente da Assembleia Nacional disse hoje que o futuro de Cabo Verde passa pela capacidade de se dispensar cuidados de saúde às pessoas com deficiência, visto que carecem de cuidados diferenciados e de uma inclusão adequada.

Jorge Santos fez essas considerações na cerimónia de abertura da I Conferência Internacional para a Inclusão em Cabo Verde, promovida pela Colmeia – Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais -, e que decorre na Cidade da Praia durante os próximos três dias com o propósito de evidenciar um conjunto de práticas e procedimentos padronizados de respostas para crianças e jovens com deficiência nas várias vertentes da vida.

Na ocasião, Jorge Santos considerou que “(…) o Estado, na arbitragem e gestão dos meios públicos que lhe são postos à disposição, deve ter politicas nacionais claras de inserção social dos abrangidos pela deficiência e criar condições materiais e humanas para a inclusão, porque, para desenvolver o país de forma equilibrada (…) temos de ser capazes de proteger os mais vulneráveis”, afirmou.

Neste âmbito, defendeu que a intervenção deve ser multifacetada abrangendo o sector da saúde, educação e social.

Conforme evidenciou este responsável, as organizações de solidariedade possuem uma tarefa “gigante” de dar voluntariamente aos que mais necessitam, um acto que considerou de amor e desinteresse e que merece o apoio do Estado, das empresas, dos artistas “e de todos quantos queiram fazer o bem para promover a igualdade social”.

Por isso, reconheceu na Colmeia uma entidade responsável e dedicada à inclusão social, pelo que se manifestou convicto de que “Cabo Verde deverá apostar na felicidade de todos”, tendo lembrado, por outro lado, que a inclusão social “é um trabalho de hoje, de amanhã e de sempre”, uma vez que é exigente quanto a recursos e desafia a capacidade de iniciativa e de mobilização da sociedade.

Por seu turno, a directora-geral da Inclusão Social, Mónica Furtado, destacou no seu discurso que o Ministério da Família e Inclusão Social realça, na nova orgânica, a questão inclusão como um eixo fundamental das suas funções.

Segundo Mónica Furtado, promover a inclusão é promover a autonomia das pessoas, a sua dignidade e igualdade, garantir acesso aos direitos fundamentais, mas para isso, adiantou que há de ter estratégias e visões que permitam que as políticas sejam efectivas.

“A implementação das políticas públicas tem de ter um carácter um pouco mais descentralizador, estar muito mais perto das pessoas e comunidades e a aposta do ministério tem sido isso junto das associações comunitárias e das câmaras municipais”, disse.

A nível do quadro legal, Mónica Furtado destacou a gratuitidade do acesso ao ensino e anunciou o trabalho que se está fazendo para o regulamento da lei de base para as pessoas com deficiência, por forma a que a lei possa ser efectiva e dê repostas às demandas de todas as pessoas com deficiência.

Já o representante das Nações Unidas, Mariano Castellon falou da sua experiência junto da Colmeia, associação com a qual, ajuntou, aprendeu a aumentar a sua sensibilidade e humildade para preservar o princípio de “não deixar ninguém para trás”.

“Foi por tudo isso que juntamos à Colmeia para sensibilizar as autoridades nacionais e a sociedade cabo-verdiana para esta causa. O esforço que vêm fazendo colocou a deficiência no centro das atenções, mas também complementa o esforço do Governo e outras iniciativas voltadas para essa população”, salientou.

De acordo com a Colmeia, a promotora desta Conferência Internacional para a Inclusão, a associação pretende com este evento que tem lugar sob o lema “A Deficiência no Centro da Atenção”, mostrar o que já foi feito na sociedade cabo-verdiana e traçar um plano alicerçado nas boas práticas e nos estudos científicos realizados em outros países sobre o tema.

Cabo Verde aderiu e assinou a Convenção sobre o Direito das Pessoas com Deficiência em 2010. Por isso, a Colmeia entende que é chegado o momento de efectuar um balanço no sentido de aferir quais as medidas tomadas ao longo destes anos e conferir a implementação e o exercício dos direitos consagrados na convenção.

De acordo com a associação, no país, as famílias que no seu seio têm crianças e jovens com deficiência deparam-se com dificuldades não só no acesso ao diagnóstico clínico, mas também na obtenção de uma avaliação que permita uma intervenção planificada.

A mesma fonte entende, ainda, que no arquipélago não existem respostas suficientes que possibilitem a intervenção precoce, promotora do desenvolvimento das crianças que apresentem algum tipo de deficiência ou outras perturbações do desenvolvimento, numa perspectiva de prevenção e estimulação.

A I Conferência Internacional para a Inclusão é fruto de uma parceria entre o Governo de Cabo Verde – gabinete do primeiro-ministro, a Associação Colmeia e demais parceiros, designadamente Elos – Terapia, Educação, Formação, Investigação do Porto, Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, OMS – Organização Mundial da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria e Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Coimbra.

PC/FP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos