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“O futuro de África depende do futuro das suas mulheres” – José Luís Zapatero

 

Cidade da Praia, 20 Fev (Inforpress) – O antigo presidente do Governo espanhol, José Luís Zapatero, que se encontra de visita a Cabo Verde, afirmou hoje que o futuro do continente africano depende do futuro das suas mulheres, que são o rosto da pobreza.

José Luís Zapatero fez esta constatação na tarde de hoje, à saída do encontro que manteve com o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, em que teve a oportunidade de abordar questões sobre igualdade de género, de defesa e o apoio para mulheres vítima de género e o diálogo social.

O antigo presidente do Governo espanhol que cumpre hoje o segundo e último dia de visita a Cabo Verde no âmbito do “Quadro regulamentar para as trabalhadoras domésticas”, defendeu que o futuro de África depende do futuro das suas mulheres e que a igualdade entre homens e mulheres depende da luta das mulheres pelos seus postos, pela atitude, compromisso e compreensão de que se formos iguais em direitos seremos melhores homens e mulheres.

Da parte de Jorge Carlos Fonseca, disse ter recebido informações sobre as acções de sensibilização, as leis aplicadas nos últimos anos na democracia cabo-verdiana em prol da igualdade de género e dos direitos das trabalhadoras domésticas.

Assegurou que durante o encontro falaram também da necessidade de apoiar mais as vítimas da violência de género e de trabalhar mais para que haja mais diálogo social entre sindicatos, empresários e o Governo sobre a problemática das trabalhadoras domésticas no sentido de terem “mais legalidade, mais direitos”, uma vez que 96% das pessoas que trabalham neste sector são mulheres.

Em relação ao projecto INSPIRED+, implementado pela Associação Cabo-Verdiana de Luta Contra a Violência Baseada (ACLCVBG) e financiado pela União Europeia disse esperar que os mesmos possam contribuir com resultados concretos e intensificação de uma nova regulação para que haja mais apoio para as vítimas da violência de género sendo que o mais importante é que os homens cabo-verdianos se assumem como feminista.

“Cabo Verde é um país amigo, uma democracia muito exemplar com uma sociedade civil forte que necessita recuperar muito tempo em questões sociais, e defendo a determinação em favor dessas questões sociais e de uma maior inclusão social de maiores direitos para os trabalhadores sobretudo para as mulheres”, advogou.

AV/AA

Inforpress/Fim

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