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Fundo Global do Ambiente financia equipamentos a Cabo Verde para conservação da biodiversidade

 

Cidade da Praia, 25 Jul (Inforpress) – O Fundo Global do Ambiente entregou hoje, na Cidade da Praia, um conjunto de equipamentos a Cabo Verde, orçados em 283,615 dólares (26.796.500 escudos) para o reforço da vigilância ambiental e a conservação da biodiversidade do arquipélago.

Dos equipamentos doados para o Projecto de Integração da Preservação da Biodiversidade no Sector do Turismo, implementado pelo Ministério Agricultura e Ambiente com o apoio técnico e financeiro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, consta entre outros, veículos motorizados (carros, motociclos e motos4), computadores e equipamentos de escritório, GPS, binóculos e câmaras fotográficas.

Na ocasião, o ministro da Agricultura e do Ambiente, Gilberto Silva, considerou a preservação do ambiente e da conservação da natureza como um dos principais instrumentos para o crescimento económico do país que tem o turismo como pilar primordial para o desenvolvimento.

“O desenvolvimento económico do país vê no turismo um dos principais pilares para esse ganho, mas é fundamental que ao tiramos proveito do ambiente, possamos de forma sustentável conservar todos os seus elementos”, disse chamando a atenção, por outro lado, pela necessidade de envolver os operadores económicos no projecto de protecção do meio ambiente.

O governante, que considera o envolvimento dos operadores económicos como essencial para iniciativas que permitem potenciar a actividade económica a volta das áreas protegidas, é também de opinião, que os mesmos devem ser integrados de forma a que possam perceber os princípios de conservação da natureza e da preservação do ambiente.

É aqui, indica, que damos conta da “grande importância” do projecto, uma vez que os objectivos definidos e os resultados esperados reclamam por equipamentos como as que acabamos de receber para reforçar a capacidade de intervenção dos agentes locais nas ilhas contempladas.

Na sua mensagem, o ministro da Agricultura e do Ambiente lembrou que a administração do ambiente em qualquer país implica um conjunto de medidas, sendo umas da responsabilidade do Estado e outras partilhadas pela sociedade civil e empresas.

Das medidas de responsabilidade do Governo apontou as referentes à legislação, fiscalização e criação de um ambiente favorável, enquanto para a responsabilidade da sociedade civil e empresas, indicou a apropriação dos princípios de preservação do ambiente, especialmente, no que tange à conservação da natureza.

Por fim agradeceu às Nações Unidas pela cooperação profícua que têm mantido com o ministério que tutela, particularmente, na área do ambiente que, no seu entender, tem ganhado “bastante dinâmica” depois da declaração e instalação das áreas protegidas pelo Governo.

Por sua vez, a representante do Programa das Nações Unidas em Cabo Verde, Ulrika Richardson, assegurou que os equipamentos doados vão servir para reforçar a gestão das áreas protegidas do país.

“Cabo Verde devido à sua insularidade tem um ambiente e ecossistemas muito vulneráveis, mas também, muito únicos. Há um valor a nível global desses ecossistemas e, é por isso que o arquipélago ao longo dos anos tem merecido a nossa atenção, por comprometer-se na gestão dessas áreas cujo futuro é muito valioso para este país”, ressalvou.

Os equipamentos, explica, servem para conservar e proteger “esse ambiente e biodiversidade tão única de Cabo Verde”, mas que, também, “tem um valor muito forte a nível cultural, económico e social”.

Para Ulrika Richardson, muitas comunidades dependem da biodiversidade do país e forma parte do património, pelo que é “importante” poder conservar e proteger, mas também valorizar de forma sustentável, visando a utilização de forma inteligente no sector de turismo.

O projecto é composto por duas componentes essenciais sendo a primeira referente ao desenvolvimento e implementação de enquadramentos facilitadores coerentes e eficazes, (políticas, legais, regulamentares e institucionais) para uma melhor planificação estratégica e multi-sectorial a nível do ordenamento do território.

A segunda componente vai de encontro à operacionalização de oito Áreas Protegidas, com base no desenvolvimento de planos de gestão e de ecoturismo e regulamentos associados.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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