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Fundação Maio Biodiversidade cria equipa de vigilantes da natureza para monitorizar áreas protegidas

Porto Inglês, 20 Nov (Inforpress) – A Fundação Maio Biodiversidade (FMB) criou uma equipa de vigilantes da natureza, que vai realizar acções de fiscalização, sensibilização e monitorização das diversas áreas protegidas existentes na ilha do Maio.

Esta informação foi avançada à Inforpress pelo técnico da FMB, Jairson da Veiga, segundo o qual os vigilantes vão ser uma ponte entre as comunidades e as áreas protegidas, e vão fazer o trabalho de monitorização da faina como da fauna marinha da ilha.

Conforme afiançou aquele técnico, esta experiência, que considerou ser “inédita”, permitiu aos formandos receber capacitação em termos da monitorização das plantas e espécies nativas e endémicas da ilha, para que possam acompanhar e evitar “possíveis ameaças”, uma vez que existem ameaças constantes, isto numa parceria com o projecto Vitó da ilha do Fogo, que enviou um técnico específico para o efeito.

Jairson da Veiga disse ainda que os cinco vigilantes da natureza foram capacitados em termos da monitorização das aves, formação que foi ministrada por um ornitólogo, pelo que garantiu estarem capacitados para também orientarem os turistas que visitam aqueles espaços sobre os procedimentos que devem ter dentro das áreas protegidas.

Aliás, frisou que os vigilantes vão trabalhar junto dos operadores turísticos sobre os trilhos que foram criados para que os turistas ao visitarem as áreas protegidas através de viaturas e motorizadas tenham sempre em atenção e respeito às espécies ali existentes, de modo a não porem em risco o ecossistema daqueles sítios.

Assegurou, por outro lado, que a criação destes vigilantes da natureza é um complemento da co-gestão, que está enquadrado no programa da gestão das áreas protegidas a ser apresentado na próxima segunda-feira, pelo que disse acreditar que os vigilantes vão iniciar as suas actividades “brevemente” no terreno.

Por seu lado, o técnico do projecto Vitó, Adilson Gonçalves, revelou que durante a sua estada na ilha pôde partilhar o seu conhecimento com os formandos, no que tange à técnica de inventariação e monitorização das plantas, bem como em temos de ferramentas e sistema de informação geográfica que lhes permitem realizar as suas actividades dentro das áreas protegidas, como sejam delimitação, inventariação de manchas e comunidades da micro-flora da ilha.

Adilson Gonçalves informou ainda que durante a visita ao terreno puderam identificar algumas plantas endémicas e não só da ilha, mas, na sua opinião, muitos encontram-se sob ameaça de extinção e outros em estado de vulnerabilidade, por isso defendeu ser necessária uma política de sensibilização junto das comunidades, principalmente junto dos criadores, uma vez que os animais são uma das grandes ameaças a estas espécies.

“Isso vai ser um grande desafio, pelo que vai ser necessário englobar as comunidades nesta questão, de modo a se trabalhar afincadamente numa procura de solução para este problema da criação de animais de forma livre”, sustentou.

Aquele técnico sublinhou que vão continuar a fazer a monitorização deste projecto ao longo dos anos, juntamente com a FMB e as comunidades com vista a observar como os trabalhos estão ou não a evolui. Para tal, defendeu ser necessária uma forte parceria e intercâmbio entre as ilhas do Fogo e do Maio, distinguidas como reserva da Biosfera da Unesco.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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