Fundação José Maria Neves quer participar no desenvolvimento sustentável de Cabo Verde

 

Cidade da Praia, 08 Abr (Inforpress) – A Fundação José Maria Neves para a Governança quer participar no desenvolvimento sustentável de Cabo Verde, através da implementação de projectos e programas que visem a melhoria das condições de vida dos cabo-verdianos.

A intenção foi manifestada hoje, na Cidade da Praia, na cerimonia de lançamento da Fundação pelo seu presidente, José Maria Neves, que disse que “já é tempo dos cidadãos e a sociedade,  fora do estreito corredor da luta político-partidária,  darem o seu contributo activo através de um debate aberto de ideias, feito com fundamento e elevado sentido de responsabilidade”.

Segundo José Maria Neves, a Fundação nasce para criar e debater ideias novas, fazer novos percursos, inovar, promover a qualidade e a excelência. Igualmente vai trabalhar as dimensões da governabilidade, das políticas públicas e do desenvolvimento sustentável.

“A Fundação será um espaço comum de trabalho, de promoção de ideias, onde todos vamos aprendendo fazer as coisas. Queremos trabalhar com as universidades, as organizações não governamentais, entre outras instituições”, sublinhou José Maria Neves.

O presidente e a sua equipa propõem a realização de conferências, debates sobre questões que têm a ver com a governabilidade, a governação, as políticas públicas e o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde.

“Todas as conferências serão publicadas em separata e no final do ano teremos uma brochura. Queremos construir consensos, fazer pontes e convencer pela discussão”, acrescentou o ex-primeiro-ministro.

A criação gradualmente de um instituto do ambiente, uma escola do governo e trabalhar questões sensíveis como o impacto das mudanças climáticas, o financiamento do desenvolvimento, políticas de habitação, do território, da educação da saúde, são outros propósitos da Fundação.

O ex-primeiro de Cabo Verde disse que,  através da sua Fundação,  vai colocar toda a sua experiência ao serviço dos cabo-verdianos, particularmente da juventude.

“Vamos publicar os indicadores, fazer debates, mas não na perspectiva de se opor ao governo. Vamos dar elementos e instrumentos para que os cidadãos e sociedade civil e o próprio governo tenham condições de governar”, frisou.

O ex-Chefe do governo garantiu que a Fundação vai ser “uma voz activa em muitas questões” e pretende estabelecer parcerias para desenvolver observatórios no domínio da igualdade e equidade de género, das políticas ambientais, da boa governação e das politicas de emigração.

Entre outras questões importantes para Cabo Verde, a Fundação defende que a sociedade civil e os cidadãos devem debater temas como: Que financiamento para o desenvolvimento local e regional? Como criar empregos para os jovens numa pequena economia insular como Cabo Verde?

“Como continuar a mobilizar a diáspora para os esforços do desenvolvimento? Como fazer face aos impactos e as mudanças climáticas? Que recursos e financiamento para as políticas de rendimento mínimo garantido?”, são ainda outras propostas da Fundação para serem debatidas.

O patrono da Fundação e a sua equipa pretendem também mobilizar capacidades e competências, parcerias nacionais e internacionais para que possam “juntos, de forma partilhada, trilhar novos caminhos”,  rumo ao futuro de Cabo Verde.

“Esta Fundação é um espaço de cidadania, de afecto, de doação de ideias, de caminhos, de percursos comuns rumo ao futuro”, salientou José Maria Neves.

JL/JMV

Inforpress/Fim

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