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Fumo de cigarro provoca 122,4 milhões de escudos em gastos com a saúde em Cabo Verde – Governo

Cidade da Praia, 07 Ago (Inforpress) –  O ministro da Saúde revelou hoje que o fumo de cigarro já causou 122,4 milhões de escudos em gastos com a saúde no País e que, em 2017, o Governo desembolsou 86,7 milhões em doenças relacionadas com tabaco.

Arlindo do Rosário divulgou esses dados no lançamento do Estudo de Caso de Investimento no Controlo de Tabaco em Cabo Verde, promovido em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o titular da pasta da Saúde e da Segurança Social, a problemática do tabagismo custou 31,7 milhões de escudos aos bolsos dos cidadãos cabo-verdianos.

“Embora os custos da mortalidade prematura sejam altos, as consequências do consumo do tabaco começam muito antes da morte. À medida que os indivíduos começam a sofrer por doenças atribuíveis ao tabagismo, são necessários cuidados médicos dispendiosos para tratá-los”, admitiu o governante.

As perdas de vida prematuras, adiantou, atingem a dimensão económica, uma vez que, segundo afiançou, significam baixas de oportunidades de produtividade.

Neste sentido, Arlindo do Rosário sugere  que o país enfrente o fenómeno de tabagismo como uma epidemia e combatê-lo com “todos os meios ao seu dispor”.

“O controlo do tabaco é uma questão de desenvolvimento e o seu sucesso depende do trabalho de outros sectores, como a economia, o comércio, as finanças, a justiça e a educação”, sustentou, destacando o papel da comunidade internacional nesta luta.

Para aquele responsável, a prevalência da taxa do tabagismo em Cabo Verde “não é muito elevada”, situando-se entre sete a oito por cento (%), mas, acautelou, que é “preciso diminuir os números, visando a promoção de um estilo de vida saudável”.

Por sua vez, o representante da OMS em Cabo Verde, Tomaz Valdez,  considerou que o lançamento desse estudo constitui  um “momento singular” na forma como um problema de saúde é traduzido em valores económicos.

“Por trás desses números apresentados há escolhas a serem feitas. Partindo deste princípio este Estudo de Caso de Investimento no Controlo do Tabaco em Cabo Verde é uma oportunidade de reflexão sobre os impactos das escolhas de políticas públicas assertivas no sector da saúde”, salvaguardou.

A mesma fonte lembrou ainda que os possíveis ganhos sociais e económicos demonstrados no estudo, com o controlo do tabaco em Cabo Verde, podem ser um forte estímulo para os decisores políticos e profissionais da saúde reforçarem o compromisso assumido nesta luta.

Por sua vez,   o secretario de Estado para as Finanças, Gilberto Barros,   reforçou que o uso de tabaco tem impacto na saúde e no crescimento económico do país.

“Este estudo indica claramente que Cabo Verde perde 1,1 por cento (%) do seu PIB [Produto Interno Bruto] por causa do tabagismo, ou seja, ao invés de crescer a 5,5%, estaríamos as crescer a 6,6”, exemplificou, acrescentando que “o tabagismo contribui para o agravamento da pobreza”.

LC/WM//AA

Inforpress/Fim

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