Fredilson denuncia violação dos seus direitos em participar num concurso de professor no Ministério da Educação

Cidade da Praia, 03 Dez (Inforpress) – Fredilson Jorge Cardoso denunciou hoje o que considera de violação dos seus direitos como pessoa com deficiência em participar num concurso de professor no Ministério da Educação.

Fredilson Jorge Cardoso que fez o curso de Gestão de Património Cultural na Universidade de Cabo Verde, há cinco anos, disse em declarações à Inforpress, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que se assinala hoje, que se candidatou ao concurso de professores lançado pelo Ministério da Educação, mas que por dificuldades de acesso de informações foi excluído do concurso.

“Hoje fui ao Ministério [Educação] para certificar sobre a minha participação no concurso na segunda-feira, já que tenho baixa visão, constatei que fui excluído, porque o meu nome estava na candidatura para à área artística quando a minha licenciatura é sobre gestão de património cultural”, relatou.

Segundo Fredilson Cardoso a candidatura que tinha feito era para a área de História e Geografia de Cabo Verde, mas “talvez por falta de vontade ou por se quer excluir uma pessoa com deficiência”, acabou por ser banido do concurso sem possibilidade de apelar para o bom senso das pessoas, do Ministério e do Governo, quanto a oportunidade de emprego para pessoas com deficiência.

No seu bom senso, acredita que talvez não foi excluído por ser uma pessoa com deficiência, mas admite que o facto do seu nome ter aparecido numa área em que não inscreveu, pode ser sinal de “descriminação”, uma vez que a pessoa que o atendeu e o próprio Ministério “não se mostrou sensível a sua condição de deficiente”, com baixa visão, para ver a possibilidade de encaixar o seu nome na área a que tinha inscrito.

“Penso que se a Constituição nos garante direitos e se o Governo ractifica convenções internacionais deve respeitar as leis e o direito à quota no trabalho que nos é facultado na legislação”, disse.

Fredilson Cardoso indicou que após a sua licenciatura, há cinco anos, tem percorrido diversos ministérios e serviços do Estado à procura de trabalho na sua área de formação, mas que todos lhe fecham a porta, alegando que só podem admitir colaboradores através do concurso.

Perante esta situação, manifestou sua mágoa, pois, quando há concurso e como deficiente que é, é-lhe negado informações, já que tudo se resume à plataforma digital.

“Com tudo isso, penso que estão a deixar-nos para trás dentro da ambição 20/30 do Desenvolvimento Sustentável e os nossos direitos estão sendo fortemente violados”, afirmou, manifestando-se confiante na sua capacidade profissional.

Ainda em termos de informações, denunciou o mau trato que os deficientes têm sido sujeitos numa das representações de uma instituição bancária, que um dos funcionários lhes tem dito que a prioridade garantido na legislação para pessoas com deficiência é apenas nas instituições públicas e não nos bancos.

Alegou ter dúvidas nesta matéria e, por isso, quer que quem de direito que o informe sobre os direitos em termos de prioridade que as pessoas com deficiência possam ter em lugares públicos ou privados.

PC/DR

Inforpress/Fim

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