Fórum Panafricano: 300 mulheres jornalistas africanas reunidas em Marrocos para debaterem a questão do clima

Casablanca, 04 Mar (Inforpress) – Trezentas mulheres jornalistas de 54 países africanos vão debater, nos dias 06 e 07, em Casablanca, Marrocos, a questão do clima e as suas consequências para o Continente africano, durante a terceira edição do Fórum das Mulheres Jornalistas “Panafricano”.

Uma iniciativa do canal televisivo e radiofónico de Marrocos, a 2M, este ano a rede dos panafricanos, segundo a presidente do Comité de Paridade e Diversidade e directora financeira deste órgão, Khadija Boujanoui, optou por colocar no centro de suas arções a questão do clima e as suas “sérias consequências” num continente que produz apenas quatro por cento (%) das emissões globais de gases de efeito estufa.

Sob o lema “Emergência climática: os mídias como actores da mudança”, a ideia é reunir 300 jornalistas de 54 países do continente africano para juntas debaterem os desafios das mudanças climáticas em África.

A intenção é que todas as jornalistas coloquem esses problemas no centro das preocupações dos seus respectivos órgãos de comunicação social.

“As mulheres jornalistas do nosso continente são capazes de debater temas muito fortes, como a imigração, como a emergência climática. Elas são capazes de agir e até influenciar poderes políticos”, afirmou.

Questionada o porque do envolvimento apenas de mulheres africanas, uma vez que a questão das mudanças climáticas preocupa todos os continentes, Khadija Boujanoui disse que sendo uma rede do continente africano, por agora, a ideia é ver todos os africanos unidos, uma vez que cabe, a eles tomarem decisões e agir a favor do seu continente porque o “futuro está nas mãos de cada um”.

“Os desafios de uma obtenção racional de recursos hídricos”, “Agricultura sustentável: Uma economia verde para África”, “Impacto sanitário das mudanças climáticas, que estratégias adoptar?”, “Que desenvolvimento sustentável para as cidades africanas”,

“Adaptação as mudanças climáticas, os medias como actores de mudanças”, “A gestão dos resíduos, uma alavanca para a luta contra as mudanças climáticas”, são os painéis em debate durante os dois dias do fórum.

Entretanto, a anteceder este evento, nesta quarta-feira, 04, 60 jornalistas visitaram a estacão de tratamento de águas residuais de Médiouna e um espaço experimental de agricultura urbana, a fim de conhecerem as técnicas de conservação dos recursos hídricos para o uso de águas residuais na agricultura.

Para esta quinta-feira, 05, está agendado um encontro de trabalho com o ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Africana de Marrocos, Nasser Bourita, em Rabat, e ainda um encontro com os estudantes de diferentes países africanos nesta cidade.

A primeira edição do fórum das mulheres jornalistas de África, que teve lugar em 2017, em Marraquexe, reuniu mais de 100 jornalistas, editores, chefes de redacção, repórteres de diversos órgãos de comunicação social de 24 países africanos francófonos.

Já a segunda edição, que teve lugar em Outubro de 2018, em Casablanca, reuniu mais de 200 jornalistas africanos de 54 países que debateram a questão da migração.

AM/JMV
Inforpres/Fim

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