Formandas acusam Encanto Perfeito de actuar como entidade formadora sem alvará de acreditação e empresa refuta acusações

Cidade da Praia 26 Abr (Inforpress) – Um grupo de formandas acusou hoje, na Praia, o salão de beleza Encanto Perfeito de actuar como entidade formadora sem alvará de acreditação válida, e a empresa refutou as acusações alegando certificar em parceria com uma entidade acreditada.

Quase uma dezena de formandas manifestaram esta terça-feira à frente do Salão de beleza Encanto Perfeito, situado em Palmarejo, mostrando indignação contra a entidade por serem “enganadas” quanto à acreditação da certificação, especificamente, da formação em Estética Profissional.

Em representação ao grupo, Mélanie Barros avançou à Inforpress que a formação é de duração de três meses, 21 de Fevereiro a 21 de Maio, no valor de 10 mil escudos mensal, tendo já formandas com toda a mensalidade liquidada.

No entanto, no decorrer da formação tiveram a confirmação do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) de que a empresa não tem alvará de acreditação válida, informação negada pela empresa, daí que, segundo a formanda, procuraram saber junto da Direcção-Geral do Emprego, Formação Profissional e Estágios Profissionais (DGEFPEP) que reafirmou a não acreditação da empresa.

“No salão tinham-nos dito que os seus certificados eram acreditados tanto em Cabo Verde como no exterior” disse Mélanie Barros, acrescentando que já tentaram entrar em acordo com os proprietários, por forma a não perderem o investimento feito neste que classifica de “tempo difícil”, mas alegou que os responsáveis tentaram intimidá-las.

Segundo ela, após todo esse conflito, a empresa reencaminhou as formandas para a escola Recursos Humanos e Orientações Profissionais, para dar continuidade à formação, alegando uma parceria com a entidade, só que, explicou, esse acordo não favorece a classe.

“Recursos Humanos e Orientações Profissionais vai iniciar uma formação com duração de cinco meses, no valor de 40 mil escudos, mas os responsáveis nos disseram que a primeira parcela de 10 mil escudos já paga não será transferida, pelo que teremos que investir mais ainda e disseram também que nenhum dinheiro foi ainda transferido”, explicou Barros.

Alegou ainda que o Encanto Perfeito já certificou outras jovens e as mesmas não sabem que o certificado “não vale”.

Por sua vez, um dos proprietários do Encanto Perfeito Carlos Dougan desmentiu em parte as acusações, admitindo que não têm alvará de acreditação, mas trabalham em parceria com Recursos Humanos e Orientações Profissionais, e que o certificado é reconhecido “apenas” a nível nacional no sistema de qualificação.

Sobre os tramites desta parceria com os Recursos Humanos e Orientações Profissionais, este responsável asseverou que às formandas só serão cobradas mais dinheiro caso decidirem iniciar uma formação de zero, mas para dar continuidade irão pagar a mensalidade que está pendente.

“O acordo é que o certificado atribuído seja equivalente ao período de formação e investimento feito. Só que as formandas querem o certificado e o reembolso ao mesmo tempo e não pode ser porque fizemos todo um investimento”, acrescentou Carlos Dougan.

Fez saber ainda que as formandas “não estavam” a par desta parceria com a escola mencionada, que só depois de ter surgido este conflito vieram explicar como o Encanto Perfeito funciona em termos de formação.

TC/ZS

Inforpress/Fim

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