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Formação de jovens e adultos constitui um “factor incontornável” de luta contra as desigualdades – Amadeu Cruz

Cidade da Praia, 11 Set (Inforpress) – O secretário de Estado para Educação destacou hoje os “ganhos consideráveis” no domínio da alfabetização no país, afirmando que a formação de jovens e adultos constitui um “factor incontornável” de luta contra as desigualdades e promoção do desenvolvimento sustentável.

Amadeu Cruz fez estas considerações durante a sua intervenção na cerimónia de abertura da conferência internacional, em formato virtual, sobre a alfabetização e educação de jovens e adultos no contexto da pandemia da covid-19, na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Segundo este governante, a crise pandémica da covid-19 teve como primeira consequência o encerramento das escolas, dos centros de formação e das universidades, como medida de prevenção, levando milhões de crianças, adolescentes e jovens ao confinamento em casa, privados de frequentar as aulas na modalidade presencial e de convívio social no ambiente natural de construção das relações humanas e de vivência em comunidades.

No caso de Cabo de Verde, exemplificou, o Governo começou a preparar medidas de contingência ainda em Janeiro, recordando que logo no início do alastramento da pandemia, mesmo antes da declaração do estado de emergência, toda a actividade lectiva presencial foi suspensa, afectando toda a comunidade educativa, incluindo a alfabetização e formação de adultos.

De acordo com o secretário de Estado, estas medidas de adaptação às consequências e aos impactos da covid-19, abrangem também o sistema de alfabetização e formação de adultos.

“A nível da formação de adultos e do ensino superior foram também adoptadas medidas similares. Os impactos dessas medidas de contingência podem ser avaliados positivamente, mas não podemos descurar que, à semelhança dos outros países, Cabo Verde também não estava minimamente preparado para conceber e implementar um programa de ensino à distância num contexto completamente imprevisto”, afirmou.

Conforme este responsável, as medidas adoptadas pelo Governo de Cabo Verde para fazer face aos impactos da covid-19 nos sistemas de ensino básico, de alfabetização e de formação de adultos, estão em constante avaliação e sujeitas a ajustamentos em função da evolução da pandemia e para conter ou corrigir as distorções que as mesmas possam causar em termos da equidade social e de acesso e de permanência dos alunos e dos formandos no sistema.

Amadeu Cruz lembrou, por outro lado, que o Governo aprovou recentemente um decreto-regulamentar, que estabelece o regime jurídico da metodologia de formação profissional à distância, salientando que esse decreto, acolhe os ensinamentos advenientes da situação pandémica ainda em curso.

Destacou os ganhos consideráveis no domínio da alfabetização de adultos em Cabo Verde ao longo dos 45 anos, frisando, no entanto, que não obstante os ganhos, o sistema educativo cabo-verdiano enfrenta ainda vários desafios impostos pela covid-19 e desafios de qualificação e de compatibilidade entre os programas de superação das ineficácias da alfabetização ou do analfabetismo de retorno.

“A taxa de alfabetização em Cabo Verde, da população com 15 e mais anos situa-se em 89,0% e a taxa de alfabetização juvenil situa-se em 98,9%, indicando igualmente que, a desigualdade entre os sexos nessa faixa etária é praticamente inexistente”, realçou, considerando que isto demonstra o esforço que tem vindo a ser feito na redução das assimetrias no acesso à educação por parte da população com idade escolar e de promoção da equidade e igualdade de géneros.

O secretário de Estado para Educação terminou a sua intervenção almejando que a referida conferência propicie recomendações que estimulem a partilha das melhores práticas e experiências, dos países da CPLP, relativamente às medidas de contingência adoptadas para conter a propagação da covid-19 no seio das comunidades educativas.

CM/ZS

Inforpress/Fim

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