Forças Armadas dão a conhecer a sua Unidade de Operações Especiais que já atingiu a “capacidade total”

 

Cidade da Praia, 04 Mai (Inforpress) – As Forças Armadas (FA) deram hoje a conhecer a sua Unidade de Operações Especiais (UOE), dois anos depois da mesma ter atingido a “capacidade total” para dar respostas as ameaças como terrorismo, tráfico de estupefacientes e pessoas.

A apresentação desta Unidade às entidades que integram o sistema de segurança nacional, bem como aos parceiros internacionais, foi feita pelo Chefe de Estado Maior das Forças Armadas (CEMFA), Anildo Morais, durante um seminário denominado “As Forças de Operações Especiais (FOE) em Cabo Verde”, organizado pelo Comando do Pessoal das Forças Armadas, que decorre hoje e sexta-feira, na Cidade da Praia.

“Vivemos num contexto securitário global que as ameaças assimétricas ganham particular relevância e impõem às instituições de defesa e segurança desafios sem precedentes, com vista a adequar a capacidade de resposta dessas instituições à dimensão da ameaça”, alertou.

Lembrou que a Guarda Nacional, de que faz parte a UOE, é uma componente das FA encarregada de assegurar a defesa militar do país e garantir a segurança dos órgãos de soberania e de outros objectivos estratégicos.

Compete ainda a este comando colaborar com as autoridades competentes em matéria de segurança interna, na prevenção e combate ao tráfico de armas, estupefacientes e pessoas, entre outras formas de criminalidade.

Anildo Morais salientou que, as FA, num esforço contínuo de actualização do seu conceito estratégico em função das novas ameaças, encontram-se numa fase de “profunda reflexão sobre o seu papel e missão no sistema de segurança nacional.

“Actualmente, não restam dúvidas de que a via iniciada com a reforma da instituição militar de que resultou a criação da Guarda Costeira e a reconfiguração da componente terrestre em Guarda Nacional é aquela que mais se adequa à realidade do nosso país”, enfatizou.

Por seu turno, o comandante da Unidade de Operações Especiais, Álvaro Luiz, explicou que a UOE é uma unidade nova com muitas valências em áreas como luta contra terrorismo, combate ao crime organizado e respostas a situação de crime.

“O principal objectivo desta unidade é estar pronta para responder as missões que foram confiadas”, assegurou.

A UOE foi criada pelo Governo através do decreto-regulamentar 21/2012 de 07 de Dezembro, com apoio do Reino de Espanha dentro da Guarda do Comando Nacional.

Segundo o comandante Álvaro Luiz agora é o “melhor momento” para se dar a conhecer esta unidade, tendo em conta que já passaram da fase de formação (instrução e treino) e ainda a fase “mais específica” de melhoramentos dos conhecimentos e das técnicas aprendidas e praticadas durante as formações.

A unidade, que já actuou em operações especiais, nomeadamente “Operação Príncipe III” e em exercícios combinados com países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), no dizer do comandante Álvaro Luiz, tem ainda “algumas limitações” de ordem material que precisam ser “limadas” para que possam atingir a “tão almejada capacidade”.

FM/CP

Inforpress/Fim

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