Fogo: Trinta e quatro pescadores recebem formação em técnicas do pescado e navegação em alto mar

São Filipe, 06 Jun (Inforpress) – Trinta e quatro pescadores e armadores dos três municípios da ilha do Fogo participam numa acção de formação, com duração de 102 horas, em “técnicas de pescado e navegação em alto mar”.

A formação é financiada pela Cooperação Luxemburguesa e pelo PNUD, através do Fundo de Descentralização e a sua realização em conjunto, segundo a vereadora do Desenvolvimento Rural da câmara de São Filipe, Lia Barbosa, é porque os três municípios beneficiaram de projectos na área da pesca, nomeadamente construção de casas de pescadores (Santa Catarina e Mosteiros) e construção de embarcações de seis e oito metros.

A formação, segundo a vereadora, é para capacitar os pescadores e armadores, sobretudo os jovens que mostraram interessados em adquirir conhecimentos técnicos, teóricos e práticos, para poderem desenvolver da melhor maneira possível as suas actividades profissionais.

No final da formação os pescadores e armadores vão receber certificado e, neste momento, a organização está a analisar com a Escola do Mar a atribuição dos certificados que terão validade nacional e internacional e os mesmos poderão laborar no país e no estrangeiro.

“Além de ajudá-los na reparação de embarcações, no caso concreto de São Filipe, são seis embarcações que estão prontas, sendo duas de oito e quatro de seis metros, estamos a capacitá-los para saber como navegar nestas embarcações”, referiu a vereadora.

Lia Barbosa assegurou que posteriormente serão realizadas outras acções de formação em matéria de cooperativismo, higiene e segurança no manuseamento de pescado e empreendedorismo e técnica de gestão de pequenos negócios.

Esta formação é ministrada por João Barbosa, oficial da Marinha Mercante com vários anos de experiência e que vai partilhar a sua vivência e experiência para capacitar os pescadores e armadores dos três municípios em matéria de condução de embarcação de até 12 metros e podendo deslocar até 60 milhas marítimas, coadjuvado com a segurança marítima.

Para o formador, 102 horas são suficientes para transmitir os conteúdos, observando que esta formação cumpre as normas regulamentadas.

“O principal módulo é navegação e segurança marítima”, disse João Barbosa, observando que acção do género é “bastante necessária”, porque, explicou, hoje depara-se com muitas perdas de vida nos mares e só nos últimos tempos foram contabilizadas seis pessoas desaparecidas.

Segundo João Barbosa torna-se indispensável evitar situações do tipo para minimizar o sacrifício e esforços do pessoal ligado ao mar e das suas famílias.

A abertura da formação foi presidida pelo presidente da câmara de São Filipe, Nuías Silva, e contou também com a presença do delegado do Instituto Marítimo Portuário (IMP) Victor Mendes, além da vereadora e do formador.

JR/CP

Inforpress/Fim

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