Fogo: Transferência de doentes por via marítima deve-se a recomendação técnica – deputado MpD

São Filipe, 31 Ago (Inforpress) – O deputado do Movimento para a Democracia (MpD, poder) Filipe Santos disse hoje que a transferência de dois pacientes no passado dia 28 deveu-se a recomendação técnica e respeitando todas as condições de segurança.

Em conferência de imprensa para rebater as críticas do PAICV, veiculadas pelo deputado Luís Pires sobre a situação de transporte e de transferência de doentes da ilha do Fogo para Santiago, o parlamentar do MpD classificou as afirmações de Pires de “muito ligeiras e desconhecedoras dos processos técnicos nos procedimentos evacuativos dos doentes”.

Filipe Santos sublinhou que na transferência dos dois pacientes pela via marítima foram observadas as orientações “médicas e levada a cabo por pessoal técnico treinado e capacitado para esse fim, garantindo um transporte adequado do doente”.

“Não há nada de incorrecto nas transferências por barco desde que estejam salvaguardadas a segurança sanitária do paciente”, destacou Filipe Santos, observando que existem situações em que se recomenda a transferência por essa via e não pela via aérea, para garantir a segurança do paciente e da aeronave.

Na conferência de imprensa, Filipe Santos traçou um paralelo entre a situação encontrada em 2016 pelo actual Governo e com a situação deixada pelo governo do PAICV, em matéria dos transportes, observando que a situação só não está melhor devido à pandemia da covid-19.

Mesmo assim, salientou, “hoje os pacientes são transferidos em melhores condições do que as que conhecemos antes de 2016”, e lembrou que desde 2017 apenas dois pacientes foram encaminhados para o hospital central da Praia por via marítima.

Por outro lado, disse que não corresponde à verdade que a companhia aérea Bestfly não está preparada para fazer o transporte de doentes em macas, em voos regulares ou em voos alugados, como referiu o PAICV, sublinhando que para este partido “a felicidade reside em tudo correr mal em Cabo Verde, para os cabo-verdianos e em particular para a ilha do Fogo, para que possam festejar e tirar proveito político da situação”.

Confrontando com várias situações e cenários de pacientes que aguardam há cerca de um mês para serem encaminhados para o hospital central da Praia e da obrigatoriedade na aquisição de passagem por parte dos pacientes enviados por via marítima, incluindo da ambulância que transportou uma das pacientes, este disse que não dispõe de informações relativas a estas questões, insistindo que a transferência, por via marítima, foi por questões técnicas.

JR/AA

Inforpress/Fim

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