Fogo: Técnico da Adega Chã participa no primeiro simpósio de viticultura da Macaronésia

 

São Filipe, 13 Jun (Inforpress) – Um técnico da adega de viticultores de Chã das Caldeiras participa de 14 a 16 de Junho, nas Ilhas Canárias, no primeiro simpósio de viticultura na Macaronésia, organizado pelo Cabildo Insular de Tenerife, juntamente com técnicos de Canárias, Açores e Madeira.

Durante o simpósio, os especialistas da Macaronésia vão debruçar sobre temas como “o comportamento fisiológico da vida em condições subtropicais”, “experiência em vinhedo”, “o solo como elemento chave do teor do vinho subtropical”, “pragas e doenças da videira e seu controlo em condições subtropicais”, assim como visita a vinhedo e adegas.

Além destes temas, realizam-se três mesas redondas sobre questão relacionada com “gestão da vinha em condições de restrição de frio”, “manejo do solo, pragas e doenças nas condições subtropicais” e “a obtenção de vinhos de qualidade”, igualmente dirigidos por especialistas da Macaronésia.

As particularidades do clima e dos factores climáticos como a temperatura, pluviosidade, a disponibilidade de água, horas de luz, frio, de entre outros, têm uma grande influência no desenvolvimento da videira, desempenho e composição do fruto, e na própria a qualidade do vinho, refere a nota convite endereçada à adega Chã.

Segundo o documento, as alterações climáticas que sofrem as ilhas em geral da Macaronésia, provocarão provavelmente um aumento da temperatura e períodos de seca mais longos e a variabilidade de precipitação, o que vai trazer mais problemas de germinação, por falta de horas de frio, antecipação de estádios fenológicos, incidência no desenvolvimento de pragas e doenças bem como a maturação das uvas, portanto, no produto processado.

Por estas razões, o Cabildo Insular de Tenerife, através do Serviço Técnico de agricultura e desenvolvimento rural da Área de Agricultura, Pecuária e Pesca, decidiu organizar este simpósio e trazer três especialistas de fora das ilhas, permitindo assim a troca de informações e reflexão sobre as orientações que devem ser seguidas na vinha no futuro.

A experiência das Ilha do Fogo (Cabo Verde) e Lanzarote pode dar uma visão mais ampla do que já pode estar a acontecer e é por isso que foi convidado um produtor/enólogo da adega de Lanzarote e um de Fogo para contar a sua experiência e participar numa mesa redonda obre esta matéria.

Rosandro Pires Monteiro, presidente da Associação da cooperativa de transformação de produtos agro-pecuários de Chã das Caldeiras, Agro-Coop, representa esta instituição no evento, comparticipando a experiência da ilha no sector da produção de vinho.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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