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Fogo: Soldifogo necessita entre 10 a 15 mil contos para satisfazer pedidos de créditos pendentes – Administrador executivo

 

São Filipe, 11 Mai (Inforpress) – A Associação de Solidariedade Social para o Desenvolvimento da ilha do Fogo (Soldifogo), uma instituição de micro-finanças, necessita de 10 a 15 mil contos para satisfazer todas as solicitações de crédito pendentes neste momento.

Manuel da Luz Alves, administrador executivo da Soldifogo, fundada em 2002, mas começou o processo de crédito no ano de 2003, disse à Inforpress que para este ano a previsão de carteira de crédito é de 65 mil contos, para beneficiar um total de 1.250 clientes dos diversos ramos de actividade, estando a instituição a mobilizar financiamento de 10 a 15 mil contos para poder satisfazer o máximo de pedidos de créditos.

Sem indicar o número de pedidos pendentes e que aguardam pela concessão de créditos, Manuel da Luz indica que diariamente a instituição recebe vários pedidos, sublinhando que a Soldifogo privilegia os clientes que estão fidelizados com a instituição.

Segundo o plano de negócios, existem boas perspectivas de crescimento empresa e a projecção indica que até 2019 a instituição vai duplicar a sua carteira de crédito, atingindo o valor de 110 mil contos e mais que duplicar o número de clientes que passará de pouco mais de 730 em 2016 para um total de 2100 em 2019.

Com o encerramento das instituições de micro-finanças como a Caixa de Crédito Agrícola (Mosteiros) Unsocor (São Filipe) e Cresce brava (Brava) e da saída de outras como Morabi, a Soldifogo é praticamente a única instituição de micro-finanças na região, já que a OMCV continua a depender da Praia, situação propícia para o crescimento desta instituição.

O administrador executivo de Soldifogo indica que a instituição tinha feito uma incursão à Ilha Brava, mas que saiu devido a entrada da Cresce Brava, mas que com o encerramento desta, a Soldifogo está a ponderar cobrir esta ilha.

Desde a sua fundação, a Soldifogo atribuiu créditos a 5.400 pequenos operadores económicos, em mais variadas áreas, alguns dos quais são considerados de médios operadores na ilha e que são exemplos de sucesso de empreendedorismo.

O tecto máximo do crédito concedido é de 600 contos, mas em alguns casos, são atribuídos valores superiores aos clientes fidelizados e que têm sido acompanhados de perto nas suas actividades para continuar a produzir e exportar para outras ilhas.

A taxa de juro é baixo e aceitável e neste momento a taxa de reembolso é superior a 95 por cento (%), sendo que para os clientes que solicitam créditos pela segunda ou terceira vez e cujo histórico encontra-se no sistema, o crédito pode ser atribuído no mesmo dia ou nos dois a três dias seguintes à solicitação, enquanto os que solicitam pela primeira leva mais tempo porque é necessário introduzir todo o processo no sistema.

Manuel da Luz Alves disse que antes as pessoas viam Soldifogo como uma instituição estatal em que o Estado colocava dinheiro para ser distribuído às pessoas ou como uma instituição de luta contra a pobreza.

Explicou que houve uma mudança na mentalidade e que as pessoas entenderam o verdadeiro propósito da instituição e por isso estão a honrar os seus compromissos, sublinhando que, tratando-se de instituição de micro crédito exige-se garantia para concessão de crédito.

Neste momento, a instituição, sedeada em São Filipe, tem uma agência na cidade de Igreja (Mosteiros), mas no futuro próximo a ideia é abrir uma delegação em Santa Catarina, onde a instituição dispõe de “muitos e fieis clientes”.

A Soldifogo está numa fase de transformação para numa mutualidade de poupança que deverá acontecer assim que entrar em vigor a lei de micro-finanças, passando a mesma a depender do Banco de Cabo Verde, entidade que supervisiona as instituições de micro-finanças.

Na sua última assembleia-geral, a 11ª , os sócios de Soldifogo, que são as associações de desenvolvimento comunitário, aprovaram as contas de 2013 e 2014 e os instrumentos de gestão para 2017, assim como a eleição dos novos órgãos sociais para o biénio 2017/19.

Das mais de 50 associações que fazem parte de Soldifogo, apenas 34 tem capital na associação, e segundo Manuel da Luz Alves, devido à situação económica, muitas associações comunitárias retiraram os seus capitais.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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