Fogo: Soldifogo Cooperativa responde ao MpD e diz que é uma instituição financeira “de causa”

São Filipe, 19 Jun (Inforpress) – A Soldifogo Cooperativa é uma instituição financeira “de causa, para área das micro-finanças, credível, próxima e de confiança das famílias”, funcionando sob a supervisão do Banco de Cabo Verde (BCV) para quem presta “regularmente as contas”.

Foi assim que o presidente do conselho de administração da Soldifogo Cooperativa, Manuel da Luz Alves, reagiu, em conferência de imprensa, ao pedido da Região Política do Fogo do MpD ao Ministério das Finanças para a realização de uma auditoria à instituição.

“Num contexto de emergência decretada no País, a Soldifogo Cooperativa respondeu ao apelo lançado pelos agricultores, criadores, horticultores, pequenas indústrias de transformação, rabidantes, comerciantes e colocou uma linha de crédito para ajudar estes criadores de gado”, disse Manuel da Luz Alves, indicando que a instituição vai continuar a apoiar porque a sua finalidade é o de conseguir fundos para ajudar o fomento da produção agropecuária local e combater a pobreza no mundo rural.

Estranhando o facto de o MpD (poder) ter envolvido a instituição que dirige, Manuel da Luz Alves disse que o objectivo é assegurar que no período pós pandemia, a retoma das actividades dos beneficiários possa ocorrer, na normalidade, garantindo a sustentabilidade das iniciativas e negócios existentes, aproveitando as potencialidades da ilha.

Aquele dirigente sublinhou que a Soldifogo Cooperativa adaptou-se à lei e ao período especial, dentro das suas possibilidades de juros, comissões e períodos de graça,  e concedeu créditos a estes segmentos em condições favoráveis para salvamento do gado, já que “nenhuma outra autoridade local se mostrou sensível” para acudir, em tempo, a essa “desgraça dos criadores”.

Manuel da Luz Alves indicou que na sua maioria a selecção dos clientes foi feita por colectivos de associações, cooperativas de produção e de outros grupos e “sem discriminação nenhuma”. Referiu ainda que esta instituição “sempre propugna por uma acção em equipa competente de agentes de crédito, com habilidades para a formação, avaliação, selecção, validação dos pedidos, acompanhamento e reembolso, sem discriminação ao longo de vários anos”.

A Soldifogo Cooperativa, segundo o mesmo, respeita a lei das instituições financeiras e de micro-finanças e está sob a supervisão do BCV, sublinhando que ela utiliza o “funding” mobilizado junto de bons parceiros para servir os seus clientes e que continuará a servi-los, sobretudo depois de três anos consecutivos de seca e da pandemia do novo coronavírus, causador da covdi-19.

“A ilha deveria estar a pedir mais financiamentos e recursos para os agricultores e criadores de gado e não a criticar quem os apoia de facto. Os criadores de gado, sobretudo da zona sul, estão a vivenciar uma situação difícil com os sistemáticos ataques dos cães vadios, sem que medidas concretas ainda, estejam a ser tomadas”, advogou Manuel da Luz Alves.

A mesma fonte entende que ao invés de “atacar a Soldifogo”, que tem “apoiado de facto” os agricultores e criadores de gado, deviam focar-se numa “boa governação do município” e entender a Soldifogo como “parceira de todos os momentos”.

Segundo o mesmo, esta instituição está habituada à prestação de contas e à auditoria, já que mensalmente presta contas ao BCV, adiantando que todas as pessoas interessadas em obter informações sobre o seu funcionamento podem ter os dados.

Por isso, desafiou aqueles que tenham dúvidas para visitar a instituição para dissiparem as suas dúvidas sobre a gestão desta instituição.

Manuel da Luz Alves exortou a todos os produtores e microempresários do mundo rural e que actuam no sector do agronegócio a procurarem os serviços da Soldifogo Cooperativa que estarão disponíveis para ajudar, já que a sua missão “é o Fogo e não cores partidárias”.

Este esclareceu que as taxas e comissões praticadas pelas instituições financeiras e do microcrédito são fixadas pelo BCV, negociados e fixados mediante os sectores de actividade, as garantias prestadas, o montante do crédito, o período de pagamento, caso a caso, e não se aplica a lógica de “um modelo para todos”.

Manuel da Luz Alves refuta as acusações de que a instituição tem atribuído créditos a pessoas da mesma cor partidária, sublinhando que na lista de beneficiários estão pessoas próximas do MpD e por isso recomenda prudência aos seus responsáveis.

Durante o período de pandemia provocada pelo novo coronavírus, causador da covdi-19, a Soldifogo disponibilizou cerca de 18 mil contos em crédito a mais de 200 pessoas e instituições que perderam rendimento, a taxas de juro inferiores àquela proposta pelo Governo.

JR/HF//AA

Inforpress/Fim

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