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Fogo: Secretário-geral da Câmara de Comércio do Sotavento pede “medidas corajosas” para salvar as empresas

São Filipe, 11 Jun (Inforpress) – O secretário-geral da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços do Sotavento (CCISS), José Luís Neves, defendeu hoje a tomada de “medidas corajosas” para salvar as empresas porque “muitas não vão conseguir sobreviver” à crise.

Na sessão da abertura da conferência sobre “Economia Azul”, que decorre hoje e sábado na cidade de São Filipe, e que vai debater temas como “Mulheres no comércio” e “Economia azul”, e vai apresentar “instrumentos importantes” para o desenvolvimento do sector privado, a mesma fonte referiu que as medidas emergências para ajudar as empresas a mitigar os efeitos da crise foram adequadas.

Contudo, referiu, com o passar do tempo e com a persistência da crise, as medidas tornaram-se “obsoletas” pelo que, na qualidade da entidade que representa a classe empresarial, defende que é necessário passar da fase de mitigação para a da salvação das empresas, argumentando que neste momento “não há nada para mitigar”.

“É fundamental a recapitalização das empresas, a mobilização de financiamento, se calhar, a fundo perdido, para ajudar as empresas a relançarem as suas actividades”, advogou o secretário-geral da CCISS, que apelou aos presidentes das câmaras do Sotavento para o reforço das parcerias para a melhoria do ambiente de negócios, promoção empresarial, criação de um quadro legal, administrativa e regulamentar “mais eficiente e favorável aos negócios”, e a atracção de investimentos de negócios.

Segundo o mesmo, a crise provocada pela pandemia da covid-19 veio demonstrar a necessidade de se diversificar a economia cabo-verdiana, que tem o turismo como eixo central, sublinhando que esta crise mostrou o quão perigoso é ter a economia excessivamente concentrada num único sector.

“A diversificação da base produtiva é necessária”, declarou José Luís Neves, para quem é aqui que a economia azul surge como “uma das grandes oportunidades” para diversificação e alargamento da base produtiva.

No âmbito da economia azul, este apontou várias áreas e oportunidades como a nível das pescas e serviços de apoio, transportes marítimos, desportos marítimos e aquáticos, transbordo das cargas e mercadorias, investigação e desenvolvimento do mar, de entre outros, referindo que está a faltar neste momento é uma estratégia global e integrada para o desenvolvimento da economia azul e uma agenda para a economia marítima.

O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Nuías Silva, por seu lado, referiu na sessão de abertura que é preciso acreditar mais no “vasto património inspirador” que é o mar, com “um imenso recurso natural” e que faz parte da identidade do cabo-verdiano e com o qual existe uma relação natural.

Defendeu, por isso, uma dimensão estratégica de reflexão e desenvolvimento de Cabo Verde, através de uma melhor exploração de toda uma economia à volta do mar e da gestão da zona costeira, dos recursos haliêuticos, do desporto náutico, do turismo ligado ao mar e dos oceanos, de entre outras actividades.

Nuías Silva, que classificou de “importante a conferência sobre a economia azul”, disse esperar que a mesma venha a ser o verdadeiro motor de desenvolvimento do país.

Referiu ainda que a pandemia veio demonstrar a necessidade da diversificação da economia cabo-verdiana, atrelada ao principal motor de desenvolvimento que é o turismo, sublinhando que a economia azul configura como “o motor fundamental” que deve ser trazida a “uma dimensão estratégica de reflexão e de investimentos”.

Esta conferência, explicou, representa “um excelente espaço” de partilha de experiências, tendências mundiais e as melhores práticas do financiamento dos sectores e “blue bond”, que podem ser replicados no desenvolvimento das ilhas e projectar Cabo Verde para além da sua limitação de pequenez do mercado.

Para o autarca é “fundamental repensar os motores estratégicos de desenvolvimento” do País e a “necessidade imperiosa” de se investir mais nas áreas da produção e da transformação, com “principal ênfase” no sector primário.

JR/AA

Inforpress/Fim

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