Fogo: São Filipe acolhe hoje o workshop sobre flora e vegetação terrestres das ilhas do Fogo e da Brava

São Filipe, 31 Ago (Inforpress) – Um workshop de capacitação dos técnicos e elementos da equipa de seguimento ecológico das áreas protegidas intitulado “conhecer a flora e a vegetação terrestre na região Fogo/Brava, para melhor conservá-las” decorre hoje e amanhã em São Filipe.

Promovido pela associação de conservação e uso sustentável dos recursos, Projecto Vitó, o workshop de São Filipe, cujos trabalhos decorrem nas instalações do auditório Padre Pio Gottin, acontece cerca de uma semana depois da realização de actividade similar na ilha Brava.

O workshop é moderado pelo especialista em Gestão de Recursos Naturais-Botânico, Isildo Gomes.

Com objectivo de garantir um funcionamento mais sustentável das acções de conservação futuras e um nível de qualidade de gestão adequado aos padrões nacionais e internacionais, nas duas importantes áreas, a associação elaborou a proposta de projecto intitulado “melhorar o conhecimento pela conservação das espécies da flora ameaçadas de extinção nas Ilha do Fogo e da Brava”, que foi financiado pela CEPF (Critical Ecosystem Partnership Fund).

Para além dos técnicos da associação Projecto Vitó e elementos da equipa de seguimento ecológico das áreas protegidas, o workshop destina-se também aos actores ligados, directa ou indirectamente, à conservação da vegetação e flora, como membros das organizações não-governamentais, técnicos do Ministério da Agricultura e Ambiente, nomeadamente do Parque Natural do Fogo (PNF), membros das comunidades envolventes do PNF na conservação da flora e vegetação.

No quadro do projecto “melhorar o conhecimento pela conservação das espécies da flora ameaçadas de extinção nas ilhas do Fogo e da Brava”, o Projecto Vitó, em parceria com a associação de Cabeça Fundão, produziu alguns milhares de plantas endémicas para a campanha de reflorestação deste ano.

De entre as espécies endémicas produzidas constam língua de vaca (Echium vulcanorum), fruncho (Tornabenea bischofii), cravo-brabo (Erysimum caboverdeanum) e dragoeiro (Dracaena draco), espécies que vão ser agora afixadas.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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