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Fogo: Responsável classifica declarações de Jacob Gonzalez Solis  de “infundadas e desenquadradas da realidade”

São Filipe, 06 Abr (Inforpress) –  O director nacional do Ambiente classificou de “infundadas e desenquadradas da realidade” institucional da conservação da natureza em Cabo Verde as declarações do professor catedrático Jacob Gonzalez Solis, segundo as quais “há um desmembramento total das áreas protegidas”.

Ao reagir à notícia sobre o “desmembramento total das áreas protegidas de Cabo Verde”, Alexandre Nevsky Rodrigues, através de uma nota, considerou que, “sem desrespeito pelo direito à opinião neste país de imprensa livre”, vem manifestar sua “estranheza e completo desacordo” com as declarações proferidas.

“Elas são infundadas e desenquadradas da realidade institucional vigente da conservação da natureza, prejudicando a imagem institucional da autoridade ambiental”, reforçou a mesma fonte.

Segundo Alexandre Nevsky Rodrigues “é forçado e simplista” estender a opinião sobre uma das áreas protegidas às demais 45 do País, sublinhando que a mesma “julga, negativamente, a equipa de gestão do Parque Natural do Fogo (PNF) e o mérito da decisão de a submeter, administrativamente”, à delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente.

O director nacional do Ambiente explicou que a sua integração na delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente não lhe retira as responsabilidades no PNF, mas apenas lhe confere “maior carácter institucional”, adequando-a à nova realidade governativa, observando que a área do ambiente foi juntada à da agricultura num só ministério, a partir de 2016, pelo que “não fazia mais sentido manter uma equipa do parque num espaço arrendado e desgarrado da estrutura” que representa o ministério na ilha.

“É ridículo e irresponsável afirmar que há um desmembramento total do PNF. Isto só aconteceria se o mesmo tivesse sido desclassificado e a sua função ignorada, se deixasse de ter administração, se os seus limites fossem grosseiramente modificados, se a sua zonagem fosse invalidada e se as intervenções de preservação e desenvolvimento deixassem de acontecer”, salientou Alexandre Nevsky Rodrigues, na sua reacção.

Na nota, este frisou que apesar das dificuldades circunstanciais com o pessoal, o PNF tem sido “muito valorizado e recursos avultados vêm sendo empregues” neste âmbito, apontando uma serie de realizações implementadas em Chã das Caldeiras, sem, contudo, fazer qualquer referência à degradação e conservação do ambiente, que levou Jacob Gonzalez Solis a referir o desmembramento da área protegida.

No que se refere à equipa afecta ao PNF, o responsável afirmou que “é impressionante a tentativa de fazer crer que ela foi desmantelada, apenas porque de repente dois técnicos emigraram e um outro teve que optar por trabalhar, exclusivamente, com a ONG denominada “Projeto Vitó”, já que não é de se permitir aos técnicos acumular outros empregos e salários, incompatíveis com os interesses do director nacional do Ambiente”.

Na nota este salientou que a baixa conjuntural na equipa está a ser reconstituída, mas para Alexandre Nevsky Rodrigues ela não impossibilitou as intervenções de preservação e desenvolvimento do PNF, nem a cooperação com outras instituições nacionais e estrangeiras, nomeadamente a nível da investigação.

Para o mesmo, “não é de todo razoável” comparar o PNF, que é uma área protegida, com o Projecto Vitó, que é uma ONG pro-ambiental, pese embora as suas actividades devam ser complementares e não concorrenciais, e formulou votos  que haja mais ONG a mobilizar recursos e a promover a conservação da natureza, sem conflitos com a administração.

O director nacional do Ambiente esclareceu ainda que as actuações destas organizações nas áreas protegidas, assim como as actividades de investigação desenvolvidas por outras entidades, só acontecem com a autorização e colaboração da autoridade ambiental.

“Continuaremos a privilegiar uma relação útil e respeitosa com os seus parceiros, mas rejeitamos interferências grosseiras e deselegantes nos assuntos de administração (alimentando polémicas estéreis) por parte de quem tenha a autorização para apenas desenvolver actividades de investigação, no quadro das relações de colaboração técnica e científica”, concluiu Alexandre Nevsky Rodrigues.

JR/AA
Inforpress/Fim

 

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