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Fogo: Projectos de requalificação de Aguadinha e de criação do museu da água apresentados ao Governo

São Filipe, 11 Set (Inforpress) – A requalificação da área envolvente do depósito/chafariz de Aguadinha, com mais de 100 anos, e a criação do museu da água foram ideias de projectos apresentadas ao Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.

Durante a sua visita ao espaço, o presidente da câmara de São Filipe, Nuías Silva, disse que se trata de um projecto “exequível e extraordinário” que vai nascer naquela zona com a requalificação da Aguadinha e permitir que as pessoas possam desfrutar do ambiente “aprazível e acolhedor”.

Mas também, continuou, ter mais conhecimento da história do abastecimento de água ao município e a toda a ilha do Fogo, assim como conhecer o ciclo, a importância da água e o ritual da apanha de água, no período que antecedeu as ligações domiciliárias.

Nuías Silva disse que ficou o compromisso para se avançar “rapidamente como o centro interpretativo da água ou museu da água na zona de Aguadinha”, por ser um projecto interessante e que vai no âmbito da requalificação do espaço e da preparação da cidade para o centenário da sua elevação a esta categoria.

Além do museu da água, um outro projecto que vai nascer, através de uma parceria entre a câmara e o Governo, e que há o comprometimento neste sentido, é a criação de três casas da cultura.

Segundo Nuías Silva, uma delas é a casa da cultura e dos tambores que vai ser instalado na residência do tamboreiro mais antigo da cidade de São Filipe, Valdomiro, que terá um pequeno centro interpretativo à volta dos tambores.

A outra casa que irá nascer na residência de Filipe Fernandes , popularmente conhecido como Nhô Tchina, é a do reinado, uma tradição cultural genuinamente foguense, que terá todas as ladainhas, sinos e instrumentos utilizados na peregrinação do reinado, assim como os cânticos gregorianos, vídeos e áudios de terço rezado pelos reinados.

A terceira casa é a de canizade e será instalada na antiga residente de Bebeto de Adelaide, com centro interpretativo ou um pequeno museu com pilão, mastros, tambores de canizade, vestes de canizade, devendo a câmara requalificar a praça defronte a esta casa, para os turistas possam visitar o espaço e ver demonstração da dança de canizade, simulação da colocação do mastro e outros rituais das bandeiras.

“Estamos a trabalhar em actividades que geram rendimentos para essas famílias e transformar espaços em casas que podem ser visitadas e estar em contacto mais permanentes com a cultura”, defendeu Nuías Silva, para quem ao invés de tirar as coisas das casas das pessoas e colocar no museu deslocalizado, este projecto visa transformar as casas dessas pessoas em “pequenos museus” sob a responsabilidade da câmara e do Ministério da Cultura.

Nuías Silva, que classificou a visita do titular da pasta da Cultura de positiva pelo facto do mesmo ter “ficado extremamente sensibilizado com o que viu e com as potencialidades da ilha em termos culturais”, referiu ainda ao projecto que se pretende implementar, através de uma parceria tripartida, Câmara, Governo e Padres Capuchinhos, e que tem a ver com o santuário de Nossa Senhora do Socorro.

“Estamos a trabalhar um projecto, porque senão dificilmente conseguiremos mobilizar os recursos financeiros, e a ideia que apresentamos ao ministro da Cultura, e com a qual está de acordo e já deu instruções neste sentido, é de mobilizarem recursos para desenhar o projecto turístico religioso da Nossa Senhora do Socorro”, disse o presidente da câmara de São Filipe.

Este projecto contempla a parte de estrada e todo o masterplan dos terrenos à volta com indicações claras onde devem ficar as unidades de suporte hoteleira para a capela, a área da expansão da capela, a parte que será utilizada pelos capuchinhos para criar um verdadeiro espaço de retiro espiritual.

Além disso, explicou, haverá um “pequeno museu da cera” à semelhança daquilo que acontece em Fátima (Portugal) com souvenir à volta, temáticas religiosas, adiantando que se está a criar e desenhar o caminho que a ilha deve trilhar, que é utilizar as suas potencialidades e transformá-las em factores de competitividade, emprego e geração de rendimentos para as famílias.

A questão do museu municipal, a avenida da fama, que será na Avenida Amílcar Cabral, onde todo o paredão junto do Gabinete de Desenvolvimento Regional (GDR) será transformado e com colocação de vários pequenos outdoors de figuras históricas da ilha Fogo, em homenagem aos homens e às mulheres, mas também embelezando toda a avenida, que vai ser objecto de requalificação com o asfalto da via.

Nuías Silva disse que o facto de o ministro ter encontrado uma câmara com “ideias concretas” facilitou todo o processo negocial e espera que as coisas aconteçam da forma como estão planeadas, para que São Filipe “ganhe uma nova dinâmica” no futuro próximo.

Segundo o mesmo, o ministro manifestou a vontade de colaborar e inclusive já indicou três ou quatro projectos para o Plano Operacional do Turismo, que poderão ser contemplados com financiamento no próximo ano.

JR/AA

Inforpress/Fim

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