Fogo: Projecto Vitó prevê equipar 50 embarcações de pesca do Fogo e Brava no quadro do projecto da pesca sustentável

São Filipe, 22 Jun (Inforpress) – A Associação Projecto Vitó prevê equipa 50 embarcações de pesca das ilhas do Fogo e Brava com equipamentos de segurança e de apoio à navegação, como rádios transmissores, GPS e kits de primeiros socorros.

O director executivo da Associação Projecto Vitó, Herculano Dinis, disse que a sua organização não-governamental está na fase final de negociação de um projecto que abarca novas perspectivas de trabalho na associação, observando que se trata de um projecto que será executado em conjunto com a Birdlife e duas outras organizações não-governamentais nacionais, a Biosfera e Biodiversidade, incidindo sobre a pesca sustentável.

Este projecto prevê a implementação de um conjunto de actividades relacionadas com a pesca sustentável, abrangendo a problemática do tamanho do pescado, trabalho com os restaurantes, a formação e sensibilização de pescadores e o equipamento, de pelo menos, 50 embarcações de pescadores das duas ilhas com equipamentos de segurança e de apoio à navegação.

O projecto deve iniciar as suas actividades a partir do mês de Julho e tem a duração de três anos, e as embarcações serão equipadas para permitir aos pescadores a comunicação com autoridades marítimas nos portos.

Além de rádios transmissores, serão equipados com coletes salva-vidas, kits de primeiros socorros e de sinalização, referiu Herculano Dinis, observando que a ideia é fazer com que os pescadores, em contrapartida, façam recolha de informações de megafauna marítima.

Por isso serão contemplados com aparelhos de GPS e blocos de notas de bordos que servirão essencialmente para registar informações de avistamento de aves marinhas, de golfinhos, e baleias para que o projecto possa ter registos, além daquilo que recolhem através de aparelhos utilizados na saída.

Por outro lado, Herculano Dinis avançou que a Associação Projecto Vitó conseguiu um novo projecto, com contrato assinado e desbloqueio da primeira tranche para iniciar as actividades a partir de Julho.

Trata-se do projecto de conservação das plantas endémicas “É o momento para a conservação das plantas endémicas ameaçadas de Cabo Verde”, de carácter nacional e que é financiado pela fundação Suíça, Audemars Piguet.

“Neste momento estamos a tratar os trâmites para obter a autorização da Direcção Nacional do Ambiente para fazer a implementação deste projecto”, referiu Herculano Dinis.

JR/AA

Inforpress/Fim

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos