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Fogo: Projecto Vitó disponível para ser cogestor da Reserva Integral dos Ilhéus Rombos

São Filipe, 14 Out (Inforpress) – A associação de conservação e uso sustentável dos recursos, Projecto Vitó, disponibilizou-se para ser co-gestor da Reserva Integral dos Ilhéus Rombos, onde há vários anos tem desenvolvido trabalhos mediante autorização prévia do Governo.

O interesse em participar na cogestão desta Reserva Integral, segundo o presidente executivo do Projecto Vitó, Herculano Dinis, vem de algum tempo e acredita que na qualidade de cogestor daquela área protegida, a associação poderá dar um contributo de forma mais significativa para garantir a protecção dos recursos naturais e da própria Reserva Integral dos Ilhéus Rombos.

O responsável admitiu que, na qualidade de cogestor, a responsabilidade desta organização não-governamental de defesa e conservação do meio ambiente aumenta, mas também a sua capacidade de acção e de autonomia aumenta, permitindo assim fazer um trabalho mais profundo e alargado e com garantia de continuidade a longo prazo, com resultado a nível de investigação e conservação de forma mais efectiva.

“Neste momento, não somos cogestor, mas temos autorização do Governo para implementar actividades específicas, no âmbito do Projecto Vitó, que é uma situação diferente de cogestão”, disse Herculano Dinis, lembrando que actualmente só conseguem trabalhar nos Ilhéus se tiverem uma autorização anual e para situações específicas, como monitorização das tartarugas e das aves marinhas ou qualquer outra actividade que esteja autorizada para fazer.

Segundo o mesmo, numa situação de cogestão, que normalmente é negociado a longo prazo, cinco a dez anos e com aspectos claros sobre a responsabilidade do Projecto Vitó, que provavelmente poderá estar ligada à questão de monitorização e conservação, a parte de fiscalização e implementação da legislação fica sob a responsabilidade do próprio Governo.
Herculano Dinis admite que é um processo e que o Governo está a criar as condições para fazer experiência de cogestão e que há algumas experiências pilotos que estão a ser preparadas neste momento.

Quanto à possibilidade de criar uma área protegida na ilha Brava, a primeira, o responsável do Projecto Vitó indicou que recentemente esta ONG submeteu duas propostas de projectos para serem aprovados, cujo foco é a ilha Brava e os Ilhéus Rombos.

“Estamos firme e confiante de que brevemente conseguiremos reunir as condições para criar uma área protegida na ilha Brava e com isso poderá dar outros passos e candidatar-se a outros selos, como por exemplo de geoparque, que tem todas as condições, ou de reserva da biosfera, o que só é possível se tiver uma área protegida no seu território”, apontou Herculano Dinis.

O Projecto Vitó tem programas alternativos à pesca nos Ilhéus Rombos, de modo a contribuir, de forma sustentável, para reduzir a acção dos pescadores na Reserva Integral, e a questão de monitorização e conservação da biodiversidade na área costeira marinha na região Fogo/Brava e Ilhéus, mas não adiantou mais pormenores aguardando pela aprovação dos projectos apresentados.

JR/JMV
Inforpress/Fim

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