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Fogo: Projecto Reflor-CV recolhe subsídios para elaboração dos instrumentos de planificação florestal

São Filipe, 21 Jul (Inforpress) – Uma missão do projecto Reflor-CV está na ilha do Fogo a recolher subsídios para a elaboração dos instrumentos de planificação dos sistemas florestais, através de um processo de participação alargada.

A consultora da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para o projecto Reflor-CV, Maria Vasconcelos, disse à Inforpress que o que se pretende é implementar um processo de participação alargada para permitir que os instrumentos de gestão florestais sejam apropriados e incluem a visão das pessoas, tantas das que têm a responsabilidade organizativa e institucional, como das pessoas que vivem e dependem das florestas.

A consultora indicou que há dois grandes níveis de envolvimento, sendo um com as entidades que têm responsabilidade na governança e outro com os utilizadores, desde agricultores, criadores de gado e as pessoas que utilizam a floresta para o seu dia a dia.

“A ideia é garantir que os planos e instrumentos em desenvolvimento incluem as visões e as questões que são levantadas a vários níveis”, disse Maria Vasconcelos, indicando que este processo é orientado por uma equipa de consultores especializados neste tipo de metodologia e que se baseia na auscultação dos utilizadores e das instituições para depois sistematizar os problemas e as soluções preconizadas para criação de uma base de informação que contém tanto os problemas como as soluções.

No primeiro dia foi destinado aos utilizadores com a realização de uma sessão no perímetro de Monte Velha e hoje decorre uma outra sessão na cidade de São Filipe, voltada para as instituições e as pessoas com responsabilidade a nível de governança.

Os utilizadores, segundo a consultora da FAO, levantaram muitos problemas, desde a questão de gestão e planeamento, governança, modelos de planeamento das florestas, falta de vigilância nas florestas, dificuldades de acesso, falta de instrumentos de combate aos incêndios, inexistência de mecanismos de orientação dos turistas para utilização e circulação no perímetro florestal de Monte Velha.

A questão de participação, formação específicas para guardas e protecção civil, cartografia, registo de todas as intervenções que ocorreram em Monte Velha para a organização de uma memória técnica e histórica para fins turísticos, são outras dificuldades apontadas pelos utilizadores.

O projecto “Reforço da capacidade de adaptação e resiliência no sector florestal em Cabo Verde” – REFLOR-CV é do Ministério da Agricultura e Ambiente, financiado pela União Europeia e pela FAO, que também o executa e termina no final deste ano.

Maria Vasconcelos indica que o projecto procura aumentar a resiliência às alterações climáticas, através da utilização sustentável das florestas e tem, por isso, uma série de facetas e já realizou trabalhos a nível comunitário e institucional para aumentar as resiliências.

As intervenções visam garantir que as florestas podem ser utilizadas na mitigação e adaptação às alterações climáticas e envolvendo a gestão do território de forma integrada, mas também aumentar a resiliência e a capacidade de adaptação para enfrentar os riscos adicionais colocados pelas mudanças climáticas na desertificação e degradação da terra em Cabo Verde.

JR/DR

Inforpress/Fim

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