Fogo: Projecto de apoio ao micro empreendedorismo feminino terá como foco Chã das Caldeiras e comunidades vizinhas

São Filipe, 13 Fev (Inforpress) – O projecto de apoio ao micro empreendedorismo feminino, ambientalmente sustentável no âmbito do turismo rural visando a resiliência dos sectores vulneráveis, terá como foco a localidade de Chã das Caldeiras e as comunidades vizinhas.

O projecto, que cobre as ilhas do Fogo, Santiago e Santo Antão, tem por finalidade criar oportunidades para melhorar o rendimento de 400 pessoas e é implementado pela organização não-governamental italiana, “Persone Come Noi” em parceria com a organização das mulheres de Cabo Verde (OMCV), contando com o financiamento da agência italiana de cooperação para o desenvolvimento.

Em declarações à Inforpress após visitar a ilha do Fogo, a coordenadora do projecto, Chiara Bevilacqua, disse que o projecto tem a duração de três anos, cobre as zonas rurais/altas dos parques naturais nessas ilhas.

Chiara Bevilacqua sublinhou que o objectivo do projecto não é aumentar o número de turistas, mas que estes possam conhecer as comunidades, as famílias e ter um turismo rural, sustentável e ligado ao ambiente, de caminhada e não de sol e praia.

“É um projecto que utiliza o turismo como ferramenta para melhorar a vida das pessoas”, referiu a coordenadora, acrescentando que, devido à pandemia, o projecto esteve parado há cerca de um ano e, na ilha do Fogo, começou há pouco tempo com as actividades, tendo neste momento identificados os pontos focais junto das câmaras municipais, do Parque Natural do Fogo e das associações de guias turísticos e do turismo.

No quadro do projecto fez-se o levantamento do que foi realizado na área de turismo e visitas às comunidades das zonas altas que irão beneficiar da intervenção do projecto, nomeadamente, a Caldeira e as comunidades vizinhas.

O principal foco é Chã das Caldeiras e o vulcão a partir de onde se podem criar rotas que podem beneficiar as comunidades ao redor da Caldeira, referiu Chiara Bevilacqua.

A coordenadora do projecto, acompanhada dos responsáveis locais, realizou encontros com parceiros e percorreu alguns dos muitos trilhos turísticos para ver as potencialidades existentes e o que podem oferecer.

A manutenção dos trilhos turísticos e a sinalização para criar alguns produtos turísticos, capacitação dos guias turísticos e de jovens que querem ser guias, capacitação para atendimento de culinária para as pessoas que poderão receber turistas nas suas casas e a possibilidade de reabilitação das casas, são algumas actividades que o projecto pretende implementar nas três ilhas.

Dos 400 beneficiários do projecto mais de 80 por cento (%) são mulheres, disse a coordenadora do projecto, explicando que o apoio às mulheres é muito grande porque normalmente nas zonas rurais elas são chefes de família, o desemprego afecta mais o lado feminino, mas também devido a envolvência dos parceiros.

A implementação do projecto envolve vários parceiros nacionais como a OMCV, a Direcção-Geral do Turismo e Transportes, a Direcção Nacional do Ambiente, o Instituto Cabo-verdiano da Igualdade e Equidade do Género (ICIEG) e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) que vai acompanhar a parte das formações, o serviço de micro finanças e o consórcio de cooperativa de comercialização de produtos artesanais “mãos de Cabo Verde”.

Além dos parceiros nacionais, conta com parceiros internacionais como o Parque Natural dos Alpes Marítimos, a Universidade de Turim, a empresa de comunicação e OMCVI e a organização das mulheres de Cabo Verde na Itália.

O projecto conta com um financiamento no valor de um milhão e 500 mil euros, mais de 165 mil contos cabo-verdianos.

JR/HF

Inforpress/Fim

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