Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Fogo: Processo de transferência de doentes em macas torna-se mais difícil e poderá piorar a partir de Agosto

São Filipe, 02 Jun (Inforpress) – A transferência de doentes do hospital regional do Fogo para Agostinho Neto (Praia) em macas é cada vez mais difícil e os profissionais de saúde temem que o processo se complique mais a partir de 01 Agosto.

Na última quinta-feira, um paciente com traumatismo foi encaminhado para o hospital central da Praia no fast ferry “Liberdadi” devido a impossibilidade de fazê-lo por via aérea, e, segundo uma fonte do hospital regional São Francisco de Assis, o envio de doentes de barco implica outras despesas, já que o mesmo tem de ser enviado através da única ambulância, encarecendo o processo com o pagamento do transporte da viatura no percurso São Filipe/Praia/São Filipe.

O director do hospital regional São Francisco de Assis, Luís Sanches, contactado pela Inforpress, não só confirmou a transferência de um paciente via marítima como também admitiu que o processo doravante está mais complicado e mais custoso.

Segundo este responsável, o comandante do “Liberdadi” permitiu o encaminhamento do paciente na quinta-feira porque o estado do mar era bom, mas já avisou as autoridades sanitárias de que não vai permitir o transporte de doentes na ambulância porque não há garantias de segurança para o próprio paciente devido a movimentação do barco.

Segundo Luís Sanches, as transportadoras aéreas TACV e Binter não estão a permitir o transporte de doentes em macas para o hospital da Praia devido a falta de condições de transporte, indicando que o aparelho da TACV que dispunha das condições não tem operado na rota de São Filipe.

Outro constrangimento é que os doentes que necessitam de oxigênio também enfrentam dificuldades porque a Aeronáutica Civil proibiu a utilização de oxigénio porque as empresas que fornecem este produto aos hospitais não têm certificado para o transporte, e, em caso de necessidade, as autoridades sanitárias devem solicitar a disponibilidade de oxigénio pelas companhias mediante o pagamento de um valor superior a 20 mil escudos, encarecendo assim a transferência de doentes.

A nível marítimo, igualmente o processo é demasiado caro porque é necessário suportar as despesas com a deslocação de ambulância, do condutor e do acompanhante, além de outros constrangimentos que a deslocação de ambulância deixa para a estrutura de saúde.

Confrontado com o facto que circula na ilha de que um jovem foi amputado uma perna alegadamente devido a demora no seu encaminhamento para o serviço de ortopedia do hospital Agostinho Neto, pelo menos três dias depois, Luís Sanches esclareceu que a amputação não está relacionada com a demora, indicando que o paciente precisava de ser estabilizado antes da sua transferência para Praia.

JR/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos