Fogo: Perto de três dezenas de agentes culturais participaram na manifestação pacífica em São Filipe

São Filipe, 14 Jan (Inforpress) – Uma média de três dezenas de agentes culturais participaram na tarde de hoje na manifestação pacífica e de carácter nacional, na cidade de São Filipe, para “pressionar” as autoridades e exigir uma solução para a área da cultura.

Depois de um parecer negativo da Delegacia de Saúde de São Filipe, a organização acabou por obter a autorização da câmara de São Filipe para a realização da manifestação com o cumprimento das regras sanitárias, tendo o grupo concentrado na praça 4 de Setembro por volta das 15:00 horas.

Uma hora mais tarde, o grupo, acompanhado de elementos da Polícia Nacional, efectuou uma passeata pelos principais bairros da cidade e com passagem por Cobom, III Congresso, Santa Filomena e término no largo de Cruz dos Passos, com a demonstração de que a cultura está de luto, apresentando um palco organizado e cadeiras para as pessoas, mas sem qualquer som em sinal de que os agentes culturais estão sem vozes e de luto, segundo Ixo Gonçalves.

Este disse que a manifestação dos agentes culturais é para demonstrar o descontentamento já que estão há 10 meses parados e sem nenhum apoio e feedback do Governo, sublinhando que, à semelhança das outras ilhas, a do Fogo tem muitos artistas, promotores de eventos e agentes culturais que estão na mesma situação.

Segundo o mesmo, o Governo deve adoptar medidas para que os agentes culturais possam realizar eventos com as necessárias restrições e cumprindo as regras desde do distanciamento, uso de máscaras, álcool-gel para não deixar a cultura morrer.

A participação, no dizer do mesmo, podia ser melhor tendo em conta que foi enviado cartazes através de grupos, mas a organização está satisfeita com a participação dos agentes culturais já que foi possível transmitir a mensagem à população de que os mesmos querem trabalhar, lembrando que os eventos culturais movimentam a economia e com impacto em todos os outros sectores de actividades.

“Nu cré trabadja, cultura cá pode morre”, “cultura não é cancelável, cultura é um direito”, “cultura não pode parar” são alguns dos slogans que constavam dos cartazes dos manifestantes.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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