Fogo: PCA da Electra preocupado com “ligeiro aumento” de roubo de energia na ilha

São Filipe, 18 Jul (Inforpress) – O presidente do conselho de administração (PCA) da Empresa de Electricidade e Água (Electra), Luís Teixeira, mostrou-se preocupado com o “ligeiro aumento” de roubo de energia eléctrica na ilha do Fogo.

A problemática das perdas e de roubo de energia foi um assunto que o PCA da Electra, Luís Teixeira, analisou com o presidente da câmara de São Filipe, observando que esta questão é um grande desafio para a sua empresa.

“Já começamos a notar algum aumento na ilha do Fogo, sobretudo de roubos de energia eléctrica pelos operadores económicos”, disse o responsável, observando que se há uns anos atrás o roubo de energia era um problema das pessoas carenciadas que têm menos posse, hoje o roubo é feito por operadores económicos e pessoas que podem pagar, mas não querem fazê-lo.

Luís Teixeira avançou que tem havido um ligeiro aumento de roubo e que é necessário atacar para evitar que cresça e atinja valores como de Santiago, observando que antes era de 12 por cento (%), mas está, neste momento, a caminhar para os 14% que é “um pouco alto”.

“As pessoas, sobretudo aquelas que podem estão a tentar fugir para não pagar e como são operadores económicos representa uma concorrência desleal”, disse o PCA da Electra, explicando que se um operador pagar e outro não, aquele que não paga pode praticar um preço mais baixo ou ter uma margem maior de lucro, para além de estar a pôr em causa a sustentabilidade da Electra.

“O roubo de energia não é um problema da Electra, mas é um problema de Cabo Verde e pedimos o envolvimento das câmaras nesta matéria”, salientou Luís Teixeira, indicando que a empresa investiu muito dinheiro e que dispõe de uma unidade de combate a roubo.

Por outro lado, disse que esta problemática extravasa a Electra que actua e depois é uma questão de justiça que demora muito tempo.

“É um problema de todos, da Electra, da Polícia Nacional, dos tribunais e se não conseguirmos reduzir substancialmente o problema de roubo de energia estamos a colocar a sustentabilidade do sector em causa”, concluiu.

JR/CP

Inforpress/Fim

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