Fogo: PAICV lamenta situação agrícola que se vive na ilha e pede intervenção do poder público

Cidade da Praia, 18 Nov (Inforpress) – A deputada do PAICV pelo círculo eleitoral do Fogo, Clara Andrade, lamentou hoje a situação agrícola que se vive na ilha do Fogo, apontando o combate ineficaz às pragas e ausência do poder público.

Clara Andrade fez esta observação à imprensa, à margem da visita que realizou à ilha do Fogo, explicando que quando tudo apontava para um excelente ano agrícola, com chuvas regulares, eis que as pragas tomaram conta dos milhos e o combate não foi o melhor.

Além disso, avançou, nos primeiros dias de Novembro, já sem chuva, o “maldito vento” leste visitou a Ilha, sendo que quase toda a freguesia de Nossa Senhora da Conceição foi duramente castigada, bem como parte litoral do concelho dos Mosteiros e parte sul e litoral do de Santa Catarina.

“Felizmente há pastos, embora para poucas cabeças de gado que teimosamente sobraram das três secas severas consecutivas e sem sequer o olhar solidário do Poder Publico”, assinalou.

Sobre a saúde, Clara Andrade afirmou que os centros de apoio às vítimas da violência baseada no género (CAV) estão com portas fechadas, há insuficiência em termos de pessoal qualificado residente para serviços de ecografia, sendo necessário um período de dois a três meses para se conseguir fazer o referido exame.

Por outro lado, indicou que a precariedade na especialidade de psicologia é, por demais, evidente, acrescendo haver apenas dois quadros e, consequentemente, tanto no município de Santa Catarina, como no dos Mosteiros, mensalmente, recebem uma visita e por algumas horas.

“Fala-se de uma ilha com 33.630 pessoas residentes, não pode ter apenas duas técnicas (psicólogas) especializadas na área para atender toda a população”, advertiu.

No campo das obras públicas, a deputada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) afirmou que “mesmo com lupas”, poucas se notam, e que quando há, tem atrasos e, por vezes, “com qualidade questionável”.

“Há um caso insólito no quadro da requalificação urbana de São Filipe, em que para drenagem de água pluvial, se ensaiou a colocação de bidons”, lamentou.

Por fim, Clara Andrade considerou a visita útil e participada, para quem permitiu “ver a realidade nua e crua”.

“Ambiente social mais grave do que se pensa talvez, a pobreza não se combate com programa de sua institucionalização, mas visão desenvolvimentista”, sublinhou, salientando que, como há pasto, a prioridade deve ser um programa de recolha e conservação para eventuais secas posteriores.

HR/HF

Inforpress/Fim

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