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Fogo: Padre José Garcia de Barros preside primeira missa no santuário de Nossa Senhora do Socorro

São Filipe, 05 Ago (Inforpress) – O padre José Garcia de Barros, ordenado há duas semanas, preside hoje, pela primeira vez, a missa no santuário de Nossa Senhora do Socorro, situado a sul da cidade de São Filipe.

Anualmente, centenas de fiéis católicos de vários pontos da ilha deslocam-se ao Santuário de Nossa Senhora do Socorro, padroeira dos viajantes e dos náufragos, situado a pouco mais de dez quilómetros da cidade de São Filipe, e este ano espera-se, como nos anos anteriores, uma multidão de pessoas em peregrinação a este santuário para assistirem a missa em homenagem à santa.

Um grupo de fiéis da cidade de São Filipe cumpre religiosamente a peregrinação deslocando-se a pé até Nossa Senhora do Socorro, e este ano por volta das 05:00 horas várias pessoas já estavam a caminho de modo a evitar o sol que por esta altura do ano provoca calor intenso nesta região.

As actividades iniciaram-se há alguns dias e no domingo realizou-se a missa e procissão de velas.

Hoje, dia em que há tolerância de ponto durante todo o dia no município de São Filipe, é celebrada a santa missa, a partir das 10:00, presidida pelo padre José Garcia de Barros, ordenado sacerdote no passado dia 21 de Julho, sendo que esta vai ser a grande celebração presidida por ele.

Na missa espera-se a participação de fiéis católicos de todos os pontos da ilha do Fogo, mas também os emigrantes em férias.

A capela, hoje santuário, foi construída pelo Padre Amaro Monteiro Pereira Rebelo nos meados do século XVIII e sempre foi uma capela particular à semelhança de outras que existem em várias localidades da ilha, passando a ser propriedade do sobrinho mais velho do Padre, depois da morte deste da irmã, Maria Fidalga Monteiro Pereira de Rebelo.

Em 1999 com a morte da última proprietária, Ana Gisela, o seu filho residente nos Estados Unidos da América vendeu o santuário aos amigos da família, os capuchinhos.

Dados históricos apontam pela ocorrência de vários incêndios na capela devido as velas deixadas acesas, tendo o último incêndio ocorrido no tempo de José Joaquim Barbosa Vicente, nos finais de 1800, tendo sido restaurada no princípio de 1900.

A construção da capela de Nossa Senhora do Socorro envolve algumas lendas e por exemplo, conta-se que um pastor teria encontrado a estatueta da santa numa escavação da rocha de António de Pina, perto do local onde foi erguida a capela, e a teria levado para a então vila de São Filipe (actual cidade).

O pároco teria colocado a estatueta no altar, mas que no dia seguinte, quando o pastor foi à igreja, encontrou a estatueta atrás da porta, tendo-a colocada de novo no altar, mas três dias depois a imagem da Santa voltou ao local inicial e, conforme a lenda, a santa teria conversado com o pastor.

Na data da construção da capela, reza a história, não havia material de construção civil (madeira) na ilha, mas foram encontradas, numa pequena praia, próxima do local onde se veio a erguer a capela, pranchas de madeiras que foram usadas na sua construção, facto que as pessoas consideraram na altura como milagre da Nossa Senhora do Socorro.

Para algumas pessoas a madeira provinha de um barco que teria naufragado nas proximidades e a estatueta deveria pertencer a um dos passageiros, já que a Nossa senhora é padroeira dos viajantes e náufragos.

Até hoje permanece a superstição de que se algum membro da família quisesse construir uma casa perto da capela acabaria por morrer antes da sua conclusão, e, por coincidência ou não, um elemento da família que quis construir uma casa nas proximidades da capela para criar melhores comodidades para os que preparavam banquete para o dia 05 de Agosto morreu antes da sua conclusão.

JR/AA

Inforpress/Fim

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