Fogo: Orçamento da Águabrava para 2021 ronda os 340 mil contos – administrador

São Filipe, 10 Mar (Inforpress) – O orçamento da Empresa Intermunicipal de Águas, Águabrava, para o ano económico de 2021, aprovado na última reunião do conselho de administração, ronda os 340 mil contos.

A informação foi avançada à Inforpress pelo administrador/delegado, Rui Évora, que indicou ainda que perto de um terço (30 por cento) do valor global do orçamento destina-se a investimentos o que corresponde a um valor de 103 mil contos.

Rui Évora avançou ainda que parte desse valor vai ser financiado com recursos a empréstimos bancários na ordem dos 90 mil contos, sublinhando que os resultados previsionais da proposta do orçamento para 2021 apontam para resultados líquidos positivos na ordem dos 28 mil contos.

A proposta do orçamento e plano de actividades para 2021, apresentados pela administração, apesar das restrições da crise que o país atravessa resultante da pandemia, são, no dizer de Rui Évora, “ambiciosos” e os investimentos comportam grande parte das actividades de 2020 e que transitam para 2021.

No quadro de investimentos destacou a realização de acções de prospecção de água subterrânea na ilha do Fogo com execução de três furos para o reforço da capacidade de disponibilidade de água na ordem dos 350 metros cúbicos de água/dia e a criação do sistema de adução e distribuição de água para agricultura e pecuária com equipamento desses três furos.

A construção de mais dois parques fotovoltaicos com uma capacidade instalada de 90 kwatts, continuação e conclusão do projecto de adução de água a Campanas de Cima, orçado em cerca de 90 mil contos e que conta com uma comparticipação financeira da Câmara Municipal de São Filipe são outras das actividades previstas.

O delegado da Águabrava apontou ainda uma série de outras actividades de investimentos visando, sobretudo, ganhos de eficiência energéticas via substituição de equipamentos eletromecânicos obsoletos, redução do preço de água via introdução e reforço de energia fotovoltaico no processo de produção e distribuição de água e redução substancial do volume de águas não facturadas (perdas nas redes) que ainda se situam a um nível inadmissível, na ordem dos 37%, apesar de se ter conseguido uma redução relevante de 2018 para 2020.

Relativamente ao projecto de adução de água a Campanas de Cima, a mesma fonte disse que o prazo inicial para a sua execução era de oito meses e deve ficar concluído no final de Março de 2021, mas que há um atraso substancial.

Segundo Rui Évora, neste momento a parte da execução da rede de distribuição está realizada, de Inhuco até Domingo Ledo, correspondendo a 50 por cento (%) do projecto, faltando a outra metade que se estende de Domingos Ledo a Campanas de Cima, que deverá ser realizada ao longo do ano, contando com a comparticipação financeira assumida pela câmara e devendo a Águabrava continuar a assumir, também, a sua comparticipação financeira.

Rui Évora sublinhou ainda que, neste momento, a empresa está a fazer a operacionalização do troço já realizado entre Inhuco e Domingos Ledo para permitir a execução do ramal de ligação às famílias das comunidades de Mira-Mira, Velho Manuel e Domingos Ledo, e em estreita concertação com a câmara criar as condições para prosseguir com os trabalhos de adução de assentamento de conduta e conclusão de reservatórios em construção.

Quanto ao abastecimento de água à comunidade de Cabeça Fundão, no município de Santa Catarina do Fogo, este indicou que a empresa já apresentou uma proposta de anteprojecto que prevê o abastecimento desta localidade a partir do povoado vizinho de Estância Roque, aproveitando a estação elevatória existente.

“É um dossiê que está nas mãos da Câmara Municipal de Santa Catarina para procurar mobilizar recursos financeiros indispensáveis para a execução da adução de água a Cabeça Fundão a partir de Estância Roque”, disse o administrador/delegado, sublinhando que é um projecto na ordem dos 50 mil contos.

Segundo a mesma fonte, o abastecimento a partir de Achada Furna é do ponto de vista técnico um pouco mais difícil, exigindo mais estações elevatórias, e por isso mais caro do que a partir de Estância Roque.

JR/ZS

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