Fogo: Obras no bairro para desalojados de Chã em Monte Grande paradas à espera de autorização do dono do terreno

 

São Filipe, 15 Abr (Inforpress) – O projecto de requalificação do bairro de Monte Grande, que acolhe 70 famílias deslocadas de Chã das Caldeiras, que devia iniciar em Dezembro, ainda não começou devido a problemas relacionadas com autorização de proprietários de terreno.

Depois de quatro meses de espera e com processo negocial em curso, esta sexta-feira o edil de Santa Catarina do Fogo deslocou-se pessoalmente a Monte Grande a fim de estabelecer contactos com um dos coproprietários de terreno no sentido de desbloquear a situação e permitir o arranque das obras.

O projecto de requalificação consiste essencialmente na construção de acessos e interligação entre as moradias, praça, placa esportiva, espaços verdes, e o concurso para selecção de empreiteiros locais para execução dos trabalhos foi lançado e realizado, e inclusive foi transferido uma primeira tranche da verba para empreiteiros recrutados, que aguardam há quatro meses para a implementação das obras.

O lote de terreno onde foram erguidas as 70 moradias para os deslocados de Chã das Caldeiras na sequência da erupção vulcânica de Abril de 1995, em Monte Grande, foi cedido pela família Pires, mas não houve quaisquer diligências desde então para o registo da propriedade.

Desde de Dezembro do ano passado que o edil de Santa Catarina do Fogo, Alberto Nunes, está a estabelecer contactos com os proprietários do terreno para desbloquear a situação visando a requalificação do bairro.

Segundo o autarca, como o terreno foi doado em 1995, partiu-se de princípio que toda a área envolvente faz parte do bairro, observando que caso não for, a nível local, para desbloquear a situação vai solicitar o Governo, através do Gabinete do Primeiro-ministro e do Ministério das Infraestruturas a resolução da situação que se arrasta há mais de quatro meses.

Além de Monte Grande, o projecto contempla também a requalificação do espaço de Achada Furna, onde estão localizadas outras 40 famílias de Chã das Caldeiras.

A edilidade de Santa Catarina realizou há duas semanas uma identificação de todos os proprietários das 110 casas construídas em 1995 e ampliada e reabilitadas na sequência da erupção de 2014, e segundo Alberto Nunes, pretende-se atribuir título de propriedade das casas aos respectivos donos, durante a visita do primeiro-ministro à ilha do Fogo, agendada para 25 deste mês.

JR/FP

Inforpress/Fim

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