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Fogo: “O turismo é hoje o maior factor de mobilidade das pessoas entre os países” – José Gonçalves

São Filipe, 15 Nov (Inforpress) – O turismo é hoje o “maior factor” de mobilidade das pessoas entre os países e, em 2018, mais de 1.400 milhões de pessoas cruzaram fronteiras a procura de destinos turísticos, disse hoje o ministro José Gonçalves.

O titular da pasta do Turismo, que presidia, na ilha do Fogo, a abertura da Xª Reunião dos Ministros do Turismo da CPLP, declarou que a tendência de crescimento do turismo a nível mundial é projectado para além dos 4 por cento (%) ao ano, constituindo um dos “principais sectores de actividade económica à escala global”, justificando a definição de estratégias e políticas de desenvolvimento por parte dos Estados que vêm neste sector um “eixo importante” do seu crescimento e desenvolvimento.

“Para Cabo Verde, o turismo é o principal sector da economia nacional. Contribui com mais de 20% para o Produto Interno Bruto e em cerca do mesmo valor para o emprego, em particular de pessoas jovens”, reforçou a mesma fonte.

José Gonçalve, indicou que o crescimento demasiado rápido, num país em desenvolvimento com “grandes desafios” de infra-estruturas físicas e sociais, arquipelágico e com assimetrias populacionais engendra “sérios problemas”, sobretudo de enquadramento  social na mão-de-obra que translada de uma ilha para outra.

Por isso, adiantou, o Governo tem como “grande prioridade” trabalhar em estreita colaboração como os municípios na requalificação urbana, na melhoria do destino local e das condições sociais para melhor enquadramento das pessoas, comprometendo-se em investir quase 60 milhões de Euros de 2017-2021, dos quais metade alocado aos 22 municípios do país.

Para o governante, em Cabo Verde a estratégia para o desenvolvimento do turismo visa um turismo “diversificado com benefícios para todo o país, resiliente e sustentável”, com a finalidade de “melhorar a qualidade de vida das pessoas”.

A realização desta Xª reunião na ilha do Fogo, não obstante alguns desafios logísticos, sobretudo dos transportes aéreos e marítimos ainda por resolver, segundo a mesma fonte, passa pela estratégia de diversificar o turismo para outras ilhas com valências e ofertas singulares.

Segundo o ministro, esta reunião veio na sequencia da IXª reunião realizada em 2017, no Brasil, tendo em conta os “desafios e oportunidades” que o “enorme potencial” do turismo encerra no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que “importa promover, dinamizar e explorar de forma sustentável”, para que seja um “vector de desenvolvimento socioeconómico” dos Estados-membros.

José Gonçalves considerou ainda que de entre os objectivos estabelecidos no Plano Estratégico de Cooperação da CPLP (PECTUR-CPLP) três deverão requerer “especial atenção”, nomeadamente a partilha de conhecimentos e experiências, a capacitação profissional e a mobilidade de técnicos, especialistas, pesquisadores e estudantes de turismo, o  fomento da utilização de novas tecnologias pelas empresas do sector, a criação de startups e a implantação de destinos turísticos inteligentes, estimular o empreendedorismo, a inovação e o investimento no sector de turismo entre os Estados-membros da CPLP.

Os objectivos da Xª reunião, continuou, que estão alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, visam essencialmente identificar as oportunidades e os desafios que estimulem o desenvolvimento da conectividade e viagens contínuas entre e para os países membros, e propor medidas de entendimento comum na procura de “respostas proactivas que apoiem e estimulem” o turismo.

“Apesar de estarmos espalhados por quatro continentes e vários fusos horários não estamos longe um do outro desde que ligados por laços comuns linguísticos, culturais e imbuídos de forte espírito de comunidade”, disse o responsável do Turismo de Cabo Verde, para quem é preciso continuar a reforçar a participação e fomentar parcerias sem fronteiras, como força motriz do desenvolvimento das instituições que lidam com o sector do turismo

Para José Gonçalves, a assunção de uma visão partilhada do desenvolvimento sustentável do turismo servirá de orientação para formulação e implementação de políticas, observando que urge, despertar consciências entre todos e a todos os níveis a favor de um turismo “sustentável, de uma convivência responsável, inteligente e respeitosa do ambiente”.

“O turismo sustentável valoriza as diferenças culturais e contribui para o fortalecimento da paz no mundo”, disse, indicando que bem gerido o sector proporciona emprego e rendimento em harmonia com a natureza, a cultura e a economia dos destinos, além de ajudar a abrir as portas para o intercâmbio intercultural e o diálogo entre povos.

JR/AA

Inforpress/Fim

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