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Fogo: MpD solicita plano de mitigação do mau ano agrícola e PAICV o cumprimento das promessas para Chã das Caldeiras

São Filipe, 23 Nov (Inforpress) – Os líderes das duas forças políticas com assento na Assembleia Municipal de Santa Catarina solicitaram a implementação do plano de mitigação do mau ano agrícola e o cumprimento das promessas para Chã das Caldeiras.

O líder do Movimento para Democracia (MpD-situação), Virgílio Pires, na decorrência de mais um mau ano agrícola, que afecta todo o município de Santa Catarina do Fogo, apelou a autarquia para, juntamente com o Ministério da Agricultura, implementar, com urgência necessária, um plano de mitigação para garantir a sustentabilidade dos agricultores e criadores de gado e actividades geradoras de rendimento para as famílias de baixa renda.

O líder partidário, que falava na sessão solene do Dia do Município, apelou à câmara a cumprir, na íntegra, o plano de actividades para não haver desfalque e controvérsia em relação ao orçamento.

Nesta terceira sessão comemorativa do dia do município, o líder do MpD na Assembleia Municipal, além de enumerar as realizações nos mais diversos domínios, disse que a “politica autárquica “ não é dizer sim a tudo e todos, não é governar em respostas às redes sociais e às vontades de cada um”, mas é projectar o futuro com ousadia, espírito visionário e com sentido estratégico e com politicas e projectos integrados criando uma comunidade forte e resistente às adversidades futuras.

“O município tem registado uma melhoria significativa das condições de vida dos seus munícipes”, disse Virgílio Pires, sublinhando que o compromisso da câmara continua a ser implementado e tem investido em sectores importantes, pese embora ainda haja muito por fazer.

Já para o líder da bancada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), Germano Centeio, esta sessão é mais um momento para avaliação, reflexão e balanço crítico das actividades realizadas e das que ficaram por realizar num ano marcado por mais um mau ano agrícola.

No dizer de Germano Fonseca, a autarquia podia ter feito muito melhor, tendo em conta que encontrou um município muito bem infra-estruturado, salientando que “hoje em Santa Catarina a moda é reabilitar, mas que para reabilitar é preciso que existia algo, caso contrario não podia fazer reabilitação”.

Este lembrou que num dia como hoje, mas há cinco anos, ocorreu a erupção vulcânica que destruiu as principais povoações de Chã das Caldeiras e vitimou as famílias, mas até hoje o prometido pelos Governos, central e local, ainda não foi cumprido e muitas famílias continuam em situações precárias e a viverem nas “grutas ou escombros” deixados pela erupção vulcânica.

“É urgente rever a situação das famílias de Chã das Caldeiras e solicitamos ao Governo e à câmara o cumprimento das promessas porque foi muito pouco o foi feito para a população de Chã das Caldeiras”, disse Germano Fonseca, que na sua intervenção destacou a questão do emprego jovem, concurso público.

Segundo o mesmo, o desemprego alastrou em Santa Catarina, advogando que “por mais que se fale em realizações existem muitas famílias com dificuldades”, porque, explicou, foram criadas “empresas fantasmas” em que todas as obras são depositadas nas mãos dessas empresas que empregam apenas familiares e parentes.

O líder da bancada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde disse que perante mais um ano de seca que fatiga os munícipes de Santa Catarina, sobretudo os do meio rural, não poderia deixar de questionar para quando a implementação do plano de mitigação da seca e se será nos moldes dos anos anteriores.

Sugeriu que o plano deve ser abrangente para que se possa atingir a todas as famílias, principalmente a criadores e agriculturas.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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