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Fogo: MpD diz que concurso para contratação de colaboradores é subterfúgio para legalizar despedimentos

São Filipe, 28 Fev (Inforpress) – Os eleitos do MpD, no município de São Filipe, classificaram o pedido de autorização da câmara municipal para a realização de um concurso público para a contratação de colaboradores como um subterfúgio para justificar os despedimentos já ocorridos.

O eleito do Movimento para a Democracia (MpD, oposição), Jelson da Silva, disse que o grupo votou contra o pedido de autorização por duas razões, a primeira porque a câmara disponibilizou o documento em cima da hora e além disso estava incompleto e carecia de mais elementos para que os eleitos municipais pudessem votar em consciência e dar o contributo necessário.

Outra razão, segundo o mesmo, é que o pedido chegou depois de o presidente da câmara ter despedido todas as pessoas e quer agora utilizar a assembleia para legalizar os despedimentos, sublinhando que o presidente está com “peso na consciência” por ter despedido essas pessoas e quer pedir à assembleia para autorizá-lo a fazer o que já está feito.

Jelson da Silva indicou que o grupo pediu o agendamento desta questão para a próxima sessão de modo a ter mais elementos concretos para poder votar o documento, mas que não foi possível.

Por sua vez, a líder do grupo político do PAICV na assembleia, Joanilda Alves, indicou que a aprovação do pedido é sinal de que o seu partido é a favor de justiça, igualdade e oportunidade para que todos tenham acesso ao trabalho.

“Estamos a legalizar os contratos irregulares, não podemos continuar a contar com pessoas com contratos irregulares, precários e sem regalias como o direito às férias, inscrição no INPS e outros”, referiu a eleita do PAICV.

O presidente da câmara, Nuías Silva mostrou-se satisfeito com a aprovação do pedido porque, explicou, está a cumprir a legalidade ao pedir autorização para descongelar 73 vagas através de concurso público.

Este disse que há contratos que vão terminar agora no mês de Março e em Abril e que não foram precedidas de concurso público como manda a lei, sublinhando que prometeu transparência, rigor e legalidade e que não irá fugir um milímetro sequer do compromisso que fez com os são-filipenses.

O autarca indicou que no princípio as pessoas vão estranhar as medidas, mas que a curto e médio prazo, com os resultados, todos serão convergentes neste caminho.

Para Nuías Silva, o MpD de São Filipe é contra o processo de desenvolvimento de São Filipe e dos jovens que, segundo o mesmo, querem concurso público para participarem, sublinhando que não fará escolhas através de filiação político-partidária, mas que dará oportunidades para que todos possam participar.

JR/HF

Inforpress/Fim

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