Fogo: MpD atribuiu nota “medíocre” à organização das festas do Dia do Município e da Bandeira de São Filipe

São Filipe, 06 Mai (Inforpress) – O presidente da Comissão Política do Fogo do Movimento para a Democracia (MpD – poder), Filipe Santos, atribuiu hoje nota “medíocre” à Câmara Municipal de São Filipe pela realização das festas do Dia do Município e da Bandeira.

Ao fazer o balanço daquilo que foi as festividades, Filipe Santos, afirmou que tendo em conta as “expectativas criadas nas pessoas em relação a esse grande evento e o que veio ser na realidade, merece uma avaliação medíocre”.

De entre as razões apontadas para justificar esta avaliação, Filipe Santos indicou que o presidente da câmara revelou ser “um grande capitalista, traindo todos os foguenses ao vender a festa de São Filipe”, deixando de ser uma festa popular para passar a ser apenas de alguns.

“Na festa de São Filipe, ao longo dos tempos, os preços das entradas no Presídio eram acessíveis a todos os bolsos e a maioria das outras atividades culturais, desportivas e recreativas, quando não eram grátis, pagava-se um preço simbólico”, destacou o líder regional do MpD, advogando que Nuías Silva “devolveu a festa às elites”, retirando o povo o direito de participar dela.

Para este dirigente do MpD, a câmara ignorou aspectos ligados à simbologia, ritual e identificação da própria ilha, ao não divulgar da cultura e o folclore foguenses, quando o momento podia ser aproveitado para promover o roteiro turístico das bandeiras e romarias, sublinhando que neste capítulo a autarquia falhou, assim como na divulgação, oferta e venda da música, com destaque para o ritmo talaia baixo.

“A feira dos produtos “made in Fogo”, foi um fracasso, devido à má relação e arrogância do presidente da câmara com os produtores e com a indústria local”, advogou Filipe Santos, adiantando que era visível a ausência dos feirantes em sinal de protesto contra a edilidade que também falhou ao não divulgação a gastronomia.

O presidente da Comissão Política do MpD avançou que pela primeira vez se registou tantas reclamações e descontentamento em relação às festas do Dia do Município e da Bandeira de São Filipe, observando que a câmara fugiu de todas as suas responsabilidades na organização dos eventos, desde Miss Fogo, passando pelo baile de conjunto no Presídio e nos desportos, sobretudo, as corridas de cavalos, tentando atribuir todas as falhas a terceiros.

Para Filipe Santos verificou-se “uma tentativa de negociata de transformar o tradicional baile do conjunto em festival do Presídio, descaracterizando a sua essência”, acrescentando que a autarquia permitiu à empresa organizadora cobrar “exageradamente o preço do bilhete a 2.000 escudos”, num momento de crise e de falta de emprego.

Por outro lado, avançou que a própria autarquia promoveu uma concorrência desleal entre uma marca de cerveja e os comerciantes nas barracas durante as festividades, além de proibir a entrada de alguns produtos do Fogo no recinto do Presídio.

“Os visitantes ficaram defraudados com o presidente Nuias Silva, porque viram as suas expectativas frustradas perante tantas publicidades, publicações nas redes sociais, da sua presença constante na televisão pública, de tanto falar e pensar grande e, na prática, e no local não viram absolutamente nada de nada”, referiu Filipe Santos, para quem o município de São Filipe “retrocedeu com este presidente publicista”.

Por isso, aconselha o presidente da câmara a fazer uma retrospectiva para que, no futuro, possa valorizar aquilo que mais une os foguenses, quer em termos patrimoniais, históricos, culturais e identitários e transformá-los em resgate da autoestima dos munícipes.

JR/CP

Inforpress/Fim

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