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Fogo/Morte recém-nascida: Inquérito ajuda a salvaguardar as respostas das estruturas sanitárias – Evandro Monteiro

São Filipe, 25 Nov (Inforpress) – O secretário de Estado-adjunto do ministro da Saúde, Evandro Monteiro, disse hoje que o inquérito para apurar as circunstâncias da morte da recém-nascida, além de esclarecer a opinião pública e familiares, permite salvaguardar as respostas das estruturas sanitárias.

O governante, que está a visitar as estruturas de saúde na ilha, afirmou que a directora do Hospital Regional São Francisco de Assis já reagiu e explicou o caso e que este estabelecimento hospitalar está a realizar um trabalho interno, assegurando que o Ministério da Saúde tem conhecimento e já orientou a realização do inquérito.

Para Evandro Monteiro, apesar de existir situações como a prematuridade e o baixo peso, é a obrigação do Ministério da Saúde investigar para entender toda a situação e o que aconteceu na verdade.

“Independentemente de tudo, quando há situações de suspeições que podem colocar a própria estrutura, o sistema e o próprio Ministério da Saúde em dúvida, temos de investigar e lá onde for necessário intervir em qualquer medida, iremos fazê-lo sem nenhum tipo de limitação”, destacou.

Evandro Monteiro defendeu que todo o inquérito e processo investigativo “é normal no exercício da prática médica” já que o processo investigativo, é também um processo científico e as respostas sanitárias são de bases científicas, sublinhando que o inquérito “é um pré-requisito normal”.

O secretário de Estado-adjunto manifestou toda a sensibilidade do Ministério da Saúde para com esta situação, que. segundo o mesmo, é de se lamentar, porque, explicou, “qualquer desfecho do tipo traz sentimento de perda, sobretudo num recém-nascido”.

O mesmo sublinhou que, nos últimos anos, Cabo Verde tem respondido adequadamente e conseguiu diminuir a mortalidade infantil para valores inferiores a menos de 10 por 100 mil nascidos, mas reconheceu que ainda é necessário trabalhar de forma contínua e progressiva para responder, de forma mais satisfatória, ao problema ligado ao serviço de neonatalogia, sobretudo a prematuridade e o baixo peso, que estão entre as principais causas da mortalidade infantil.

“São desafios importantes e que temos de forma robusta, contínua e persistente, poder responder”, concluiu.

Recorda-se que a jovem, Vânia Gomes, acusa o Hospital Regional São Francisco de Assis de negligência e falta de profissionalismo na morte de uma criança recém-nascida no passado dia 15, quando estava a ser transferida para o hospital Agostinho Neto, na Cidade da Praia.

A mesma já formalizou uma queixa junto das autoridades e a Procuradoria Geral da República já mandou instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias da morte da da recém-nascida.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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