Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Fogo: Missão do SNPCB e das Nações Unidas recolhe experiências para definição das directrizes para recuperação de desastres

São Filipe, 01 Fev (Inforpress) – Uma consultora internacional e técnicos do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) terminou hoje uma missão à ilha para recolha de impressões locais sobre a recuperação de desastres.

Segundo a consultora Federica Pilia, para a definição das directrizes nacionais para recuperação  dos desastres,  uma vez que a ilha a ilha do Fogo teve a maior experiência de recuperação após desastre da histórica de Cabo Verde com a erupção vulcânica de 2014, o SNPCB e as Nações Unidades, no caso o PNUD, acharam que era interessante realizar esta missão para falar com as pessoas, instituições públicas e privadas, recolher experiencias positivas e negativas, e ver como as pessoas prepararam e conseguiram recuperar após a erupção.

Depois de vários contactos, a consultora disse que existem “muitas experiências interessantes”, desde a dificuldade de liderar com as necessidades das comunidades que querem viver num sítio onde sempre viveram e as necessidades das instituições de querer que as comunidades tenham um futuro sem o risco de desastre.

Em Chã das Caldeiras, disse, as populações regressaram a mesma área de riscos, estão conscientes de que estão a viver  numa área de risco, não obstante as instituições se empenharam e lutaram para que saíssem e fossem viver numa área melhor e com menos riscos, sublinhando que há necessidade de as pessoas viveram neste espaço, e que aquilo que se pode fazer é tentar mitigar o risco.

Para tal, é preciso ter uma abordagem “mais de preparação” das comunidades, ter mais vias de evacuação, “como está sendo feito”, ter mais serviços e instituições preparados, um sistema de aviso prévio a funcionar que permita preparar a emergência, e ter um processo de recuperação sem menor dificuldade.

“O caminho é muito longo para ter a situação bem organizada, mas a linha de direcção é a recuperação”, asseverou Federica Pilia, para quem falta um pouco mais de preparação local para integrar algumas medidas de redução de riscos dentro dos programas que já existem, observando que o plano de desenvolvimento local necessita de mais incentivos na área de redução de riscos.

Para a consultora, é fundamental focalizar nos ricos que podem bloquear o desenvolvimento, como um desastre que destrui estradas, escolas, provoca mortes e bloqueia o processo de desenvolvimento, sendo que para tal é preciso de preparação, planos locais que tenham uma abordagem de redução de riscos mais profundas, assistência técnica para criar os planos, fundos  para financiar os planos locais, nacionais e internacionais e meios que permitam, por exemplo, ter uma logística, viaturas preparadas, meios de evacuação ou de respostas rápidas que possibilitem uma recuperação com menores  riscos possíveis.

Federica Pilia disse que Fogo é um centro de experiências, mas teve um encontro na Cidade da Praia com participantes de outras ilhas, porque o essencial foi falar com as comunidades, pois o desastre afecta directamente as comunidades e são elas que mais tem a dificuldade em se recuperar, no tempo.

Posteriormente será definido documento das directrizes que, segundo a consultora, nasce de outros dois documentos existem no País, a estratégia nacional de redução de riscos de desastres e o quadro da recuperação pós-desastre, salientando que o documento de directrizes tem como principais referências estes dois documentos, mas terá um pouco mais de operacionalidade e, por isso, depois de finalizado será divulgado.

JR/AA

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos