Fogo: Ministro do Mar promete tomar decisões sobre o navio Deimos “nas próximas semanas”

São Filipe, 10 Mai (Inforpress) – O ministro do Mar, Abraão Vicente, prometeu para “as próximas semanas” uma decisão sobre o navio Deimos, encalhado nas proximidades do porto de Vale dos Cavaleiros desde 13 de Novembro de 2020.

Abraão Vicente, que conclui hoje uma visita de três dias à ilha do Fogo, a primeira na qualidade do ministro do Mar, disse estar por dentro do processo para o desmantelamento do navio Deimos Panamá, 94 metros de comprimento, 15 de largura e 5.5 metros de calado e uma capacidade para mais de três mil toneladas de carga.

“Em Cabo Verde adoramos projectos burocratizados que nunca mais terminam, às vezes o Estado tem que ser um pouco mais audaz e tomar medidas mesmo que futuramente venham a reverter-se aos tribunais e estes venham a taxar o Estado pelas decisões tomadas”, disse o titular da pasta do Mar.

O que não pode continuar, continuou, é ter um navio dessa envergadura ainda com material poluente a bordo à espera que a seguradora dê um sinal de vida ou que as instituições do Estado tomem uma decisão.

“Nas próximas semanas iremos tomar uma decisão a partir da Direcção Nacional da Política do Mar quanto ao futuro do navio”, prometeu Abraão Vicente, sublinhando que neste momento existem, pelo menos, duas empresas nacionais interessadas no seu desmantelamento e que a questão que se coloca é quem paga.

Para Abraão Vicente, assim como a empresa dona e a seguradora podem colocar o Estado de Cabo Verde no tribunal, também o Estado pode colocá-las no tribunal pelos danos causados.

“Às vezes temos medo de brigar. Este navio está a fazer mal ao ecossistema e pode provocar ainda mais dano e em nome dos interesses nacionais iremos agir, nas próximas semanas, e tomar uma decisão a favor do Estado”, sentenciou Abraão Vicente.

O navio Deimos encalhou a 13 de Novembro de 2020, na sequência de uma avaria quando deixava o porto de Vale dos Cavaleiros.

Na sequência as autoridades nacionais e das empresas proprietária e seguradora, retiraram a carga, constituída por cimento e ferro, e a trasfega de 110 mil e 200 litros de combustível e

água oleosa que se encontrava a bordo.

A empresa Fogo Sea Fishing Marine Solutions tem assegurado desde Dezembro de 2020 a vigilância do navio e aguarda autorização para o seu desmantelamento.

JR/AA

Inforpress/Fim

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