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Fogo: Ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau fascinada com natureza e herança cultural e histórica da ilha

São Filipe, 15 Mar (Inforpress) – A ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Suzi Carla Barbosa, mostrou-se hoje fascinada com a realidade da ilha do Fogo, não só com a natureza, mas pela herança cultural, histórica e pela grande riqueza na transformação dos produtos agrícolas.

A titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades da Guiné-Bissau, que visitou a ilha do Fogo, pela primeira vez, não obstante a sua ascendência ser desta ilha, disse que foi uma oportunidade excelente para conhecer a realidade da ilha, que segundo a mesma, é “muito peculiar”.

Para a mesma, foi uma experiência “extremamente interessante e muito útil no sector de hotelaria e turismo”, porque, explicou, a agroindústria que se faz tem impacto muito grande na economia da ilha e do país, sublinhando que “é extremamente importante” para conhecer e ver o que se pode retirar para o desenvolvimento do seu país.

Suzi Barbosa, que se encontrou com alguns familiares, reconheceu que tem origem na ilha do Fogo e foi uma das razões porque quis visitar a ilha, salientando que teve a oportunidade de encontrar familiares que não conhecia e de conhecer um pouco da genealogia da família, facto que a deixou “bastante satisfeita. “É sempre bom encontrar as nossas origens”, disse.

“Vou com uma riqueza muito grande em termos de conhecimento da família e da história que une os dois países e que demonstra que Guiné-Bissau e Cabo Verde são dois países irmãos e que devem andar de mãos dadas, tanto na política como na economia e que tenham um futuro bastante promissor para os dois países”, referiu.

Já o seu homólogo cabo-verdiano, Rui Figueiredo Soares indicou que há uma razão pessoal para esta visita, porque a ministra Suzi Barbosa tem ascendência cabo-verdiana e ligações com a ilha do Fogo e quis conhecer esta ilha mística, histórica e com grande peso cultural, tendo encontrado raízes de toda a história da família.

O objectivo essencial, segundo Rui Figueiredo Soares, é demonstrar a ligação estreita que existe entre Cabo Verde e Guiné-Bissau, através dos laços familiares, de amizade e de intensa colaboração e cooperação e a deslocação ao Fogo simboliza, sobretudo esta união, irmandade entre os dois povos e países que estão a se entender cada vez melhor, a estreitar cada vez mais as suas relações com a abertura da Embaixada de Cabo Verde na Guiné-Bissau e com a presença da embaixada daquele país em Cabo Verde.

A priorização de visitas a empreendimentos turísticos e empresas no sector vinícola, segundo Rui Figueiredo Soares, tem muito a ver com aquilo que se pretende fazer no futuro, mas também a cooperação económica e empresarial e a ilha tem muitas potencialidades.

Este indicou que visitaram as adegas do vinho, a fábrica de café e a delegação foi informada das grandes riquezas e potencialidades do Fogo, além de mostras da gastronomia foguense, a produção de água, que é uma “experiência interessante”, que a ministra vai levar para a Guiné-Bissau.

Hoje, visitou a adega de Monte Barro da vinha Maria Chaves e a Casa das Bandeiras, e teve um breve encontro com familiares, antes do seu regresso à Cidade da Praia.

A ministra foi convidada pelo presidente da câmara de São Filipe, Nuias Silva, a participar em 2022 nas festas de São Filipe, ano em que a urbe comemora o centenário da sua elevação à categoria de cidade.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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