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São Filipe: Ministério da Cultura vai enviar equipa técnica para apoiar edilidade a desenhar projecto de utilidade pública

 

São Filipe, 21 Jun (Inforpress) – O Ministério da Cultura e das Industrias Criativas vai enviar uma equipa técnica para ajudar a edilidade de São Filipe a desenhar um projecto de utilidade pública, com a transformação do centro cultural Armand Montrond.

O projecto de transformação do actual centro cultural Armand Montrond, num verdadeiro centro sociocultural, desportivo e recreativo,  foi dado a conhecer ao ministro da Cultura, que iniciou a sua primeira visita às ilhas do Fogo e da Brava, precisamente por este espaço, tendo o edil, Jorge Nogueira, afirmado na ocasião que o projecto está no Gabinete Técnico e que espera contar com apoio do Ministério na vertente técnica.

Abraão Vicente disse estar disponível para enviar uma equipa técnica, constituída por um arquitecto, um técnico e uma pessoa ligada a marketing e souvenir para ajudar a edilidade no desenho do projecto.

Acrescentou que a edilidade de São Filipe tem bons projectos em mente e que o Ministério da Cultura se comprometeu na reabilitação e construção do conceito que dê conteúdo ao espaço físico, aproveitado a “imensa potencialidade”.

Segundo o ministro, Fogo é uma ilha com “muito potencial”, mas é necessário dar conteúdo a “esse potencial”, advogando que “não se pode conformar em ter uma história, como no caso da ilha do Fogo, que tem uma história riquíssima tanto material como patrimonial, como o centro histórico da cidade e as várias festas folclóricas”, sem no entanto potencia-los.

Abraão Vicente apontou a existência de dois museus colados um ao outro (Casa da Memória e Museu Municipal), que no seu entender precisam de reorganização, aquisição de conteúdo, criar vida e ter guias que conseguem explicar os conteúdos dos dois museus.

O titular da pasta da Cultura acrescentou que quanto à cidade é preciso criar mais espaços voltados para o turismo cultural, como a decoração e conteúdo daquilo que é a ilha do Fogo no seu todo.

“Apesar de a cidade não estar no município do vulcão, a cidade de São Filipe tem de ser vendida como cidade do vulcão”, disse o responsável governamental pela área da Cultura.

Abraão Vicente que se reuniu na tarde de terça-feira com agentes culturais de São Filipe e visitou no final da tarde os bairros de Pé de Campo e Cobom para participar no “pilão de São João”, que é assinalado em vários bairros e localidades da ilha, questionado sobre a classificação de Bandeira como património nacional imaterial, disse que existem vários pedidos e que o IIPC está a fazer a inventariação do colectivo dos folclores nacionais com essa finalidade.

“Mais do que dar um prémio aos municípios, classificando um folclore como património imaterial, é ter a base científica e aperceber o que podemos tirar em termos de proveito económico da classificação”, disse.

Esta quarta-feira, o titular da pasta da Cultura vai estar no município dos Mosteiro. Questionado sobre eventuais apoios para o Museu do Café, Abraão Vicente disse que há investimentos que têm de ser municipais.

O governante advoga a necessidade de se fazer uma pedagogia, pois conforme explicou “a verdadeira razão porque existem espaços culturais abandonados ou sem público é porque a população local não está a receber formação para aproveitar estes espaços”.

A acrescentou que não vale a pena promover festivais para gastar milhões, quando é cada vez mais preciso investir na formação cultural nos bairros e nas localidades.

“A programação cultural dos municípios não pode ser só festivais, gastando milhões, tem que ter financiamento para fazer investimentos que são necessários”, disse.

Sobre a sua ausência por dois anos consecutivos naquela que é considerada a maior festa tradicional cabo-verdiana, a Bandeira de São Filipe, sobretudo no ano da celebração do centenário do desenterro da Bandeira, Abraão Vicente explicou que no primeiro ano foi o curto espaço de tempo entre a  tomada de posse e a festa e no segundo ano devido a sua participação no encontro dos ministros da Cultura, no Brasil.

“Pessoalmente, prefiro fazer visitas de trabalho e ter projectos concretos, do que participar nas festas, sou avesso em participar nas romarias sem ter o trabalho feito”, disse, adiantando que não foi por falta de convite e nem por desentendimento com o edil de São Filipe, com o qual tem “excelentes relações”.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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