Fogo: Miguel Montrond leva preocupações dos deslocados de Chã das Caldeiras ao Provedor de Justiça

São Filipe, 06 Abr (Inforpress) – O jovem de Chã das Caldeiras Miguel Montrond leva esta quinta-feira as preocupações das famílias, deslocadas na sequência da erupção vulcânica de 2014, ao Provedor de Justiça.

Depois de no passado mês de Março, ter endereçado uma carta aberta ao primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, a solicitar o cumprimento dos compromissos assumidos, Miguel Montrond, porta-voz da comunidade de Chã das Caldeiras, pediu um encontro com o Provedor de Justiça, António Espírito Santo, para expor os problemas relacionados com o processo de Chã das Caldeiras.

Em declaração à Inforpress, Miguel Montrond disse que o objectivo é expor ao Provedor de Justiça “a real e triste situação vivida pela população de Chã das Caldeiras”, que, segundo ele, se encontra abandonada e ao “Deus dará”, com o agravamento da própria situação social a cada dia que passa, mas também falar sobre o assentamento, a fiscalização do Orçamento do Estado cujos recursos para intervenção na Caldeira não foi utilizado ainda.

O jovem disse que, além das dificuldades, o encontro servirá para enquadrar Chã das Caldeiras como “coração da economia do Fogo” e pedir ao Provedor de Justiça para ajudar a população a encontrar uma saída para esta situação que vive desde a última erupção.

“Estamos a sensibilizar Cabo Verde para em conjunto pressionar o Governo a cumprir aquilo que prometeu nas campanhas, que é a felicidade da população”, disse o jovem de Chã das Caldeiras, indicando que a população foi “usada como anzol para caçar votos, lembrando que o partido que suporta o actual Governo iniciou e terminou a sua campanha com a população de Chã das Caldeiras”, mas que nada foi feito durante quase um ano e que nem as verbas inscritas no orçamento de 2016 foram utilizadas.

JR/JMV

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos