Fogo: Mário César eleito primeiro presidente da Associação do Fogo de Luta Contra o Cancro

São Filipe, 27 Abr (Inforpress) – O enfermeiro Mário César Rodrigues Pires foi eleito hoje presidente da Associação do Fogo de Luta Contra o Cancro (AFLCC), numa lista única submetida a eleição pelos elementos da comissão instaladora.

Da lista, que foi aprovada por unanimidade dos votos, consta como vice-presidente o cirurgião e director do hospital regional “São Francisco de Assis”, Evandro Monteiro.

Em declarações à Inforpress, o vice-presidente da direcção da Associação, Evandro Monteiro, disse que a comissão instaladora funcionou, apesar de algumas dificuldades, sobretudo com a saída de pessoas que faziam parte da comissão para outras ilhas.

Por isso, segundo o médico, a comissão não chegou a funcionar no “ritmo e na forma que gostaria”, achando por bem realizar as eleições, conforme as regras preconcebidas durante a criação da comissão instaladora que era o quanto antes realizar as eleições.

Evandro Monteiro explicou que a comissão, criada há cerca de três anos, recebeu aconselhamento de associações similares do país no sentido de se constituir a associação para poder trabalhar em pé de igualdade e do ponto de vista legal ter todos os direitos e deveres que uma associação do género deve ter perante a lei.

A Associação do Fogo de Luta Contra o Cancro, segundo Evandro Monteiro, é constituída por técnicos de saúde e por pessoas da sociedade civil da ilha e do país com engajamento nesta problemática, porque “o objectivo maior é dinamizar não só a associação, mas sensibilizar e fazer o papel de promoção em articulação com as estruturas de saúde”.

“Sendo o cancro uma problemática ligada à toda a conjuntura de saúde, faz sentido ter pessoas que conhecem toda a situação envolvente e trabalhar uma problemática que não é só médica”, afirma Evandro Monteiro.

Para o vice-presidente da AFLCC na questão do cancro é importante ter outras pessoas que não sejam técnicos de saúde, e, por isso, a organização é integrada por psicólogos, psiquiatras, nutricionista, médicos, assistentes sociais, professores e pessoas que vão dar um enfoque abrangente na problemática do cancro.

Evandro Monteiro fez saber que o plano da associação “é ambicioso” e que, agora, vai ser elaborado um “plano realístico”, porque a associação não quer ficar só pelas palestras e feiras de saúde, observando que a parte sanitária os responsáveis das estruturas sanitárias devem assumi-la, cabendo a associação trabalhar a parte social que “é muito importante”.

Assim, o plano passa pela criação de uma sede e mobilização de parcerias para ajudar as pessoas, pelo menos nos estudos diagnósticos, o que, segundo Evandro Monteiro, vai depender da dinâmica própria da associação que quer ter uma discreta autonomia para ajudar, de facto, as pessoas que precisarem da ajuda.

JR/CP

Inforpress/Fim

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