Fogo: Mais de 40% das 70 toneladas de combustíveis retirados do navio Deimos  

São Filipe, 21 Nov (Inforpress) – As autoridades marítimas nacionais já retiraram mais de 40 por cento (%) das 70 toneladas de gasóleo que estão nos tanques de combustíveis do navio Deimos, encalhado no dia 13 de Novembro no porto de Vale dos Cavaleiros.

A operação foi iniciada na tarde de sexta-feira e, segundo o vogal executivo do Instituto Marítimo Portuário (IMP),  Manuel Claudino Monteiro, que se encontra a comandar as operações, na sexta-feira foram retiradas 27.500 litros de gasóleo “limpo e em boas condições”, através de trasfega do navio para o rebocador Monte Cara.

Na manhã de hoje, a operação consistiu na trasfega de parte do gasóleo do navio para os tanques portáteis colocados em terra, área do porto, de modo a permitir também operação do porto, explicou.

Para o período da tarde, segundo Manuel Claudino Monteiro, a ideia é continuar com a trasfega do combustível do navio Deimos para o rebocador Monte Cara, que segundo o mesmo tem uma capacidade para 60 toneladas, e por isso as autoridades contam tirar até o final do dia pelo menos 70% da quantidade inicial de combustível que se encontrava a bordo, isto é, mais de 50 toneladas.

A operação tem sido “um sucesso” até este momento, porque, segundo reconheceu o vogal executivo do IMP, conta com um factor “muito importante” que é o estado do mar e do tempo, que no dizer do mesmo é um elemento que está a favor da operação.

“Se houver condições do tempo para trabalhar no domingo vamos tentar retirar todo o combustível que está a bordo do navio, é este o objectivo desta operação”, disse, salientando que no início o trabalho foi mais moroso devido a mobilização e transporte dos equipamentos e materiais.

As autoridades e as equipas estão “satisfeitas” com a operação, que tem estado decorrer como o planeado e, tendo uma parte do combustível em terra, o risco de poluição vai-se tornando menor dia após dia.

Neste momento estão no porto de Vale dos Cavaleiros duas equipas estrangeiras envolvidas nos trabalhos de salvamento.

Uma delas já colocou barreiras flutuantes à volta do navio,   como medida de prevenção de ocorrência de alguma poluição, e a outra equipa, de uma empresa privada especializada em salvamento marítima, a fazer o levantamento de todas as circunstâncias do encalhe para apresentar o plano de salvamento à seguradora do navio e a aprovação das autoridades marítimas nacionais para se iniciar a operação do salvamento do navio.

JR/AA

Inforpress/Fim

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